Manchas em formato de borboleta na face? A ciência mostra como a dieta ajuda a prevenir e tratar o melasma
Manchas em formato de borboleta na face?
A ciência mostra como a dieta ajuda a prevenir e tratar o melasma Adobe Stock Manchas escuras na pele, especialmente no rosto, afetam a autoestima e a interação social, com impacto na qualidade de vida e no bem-estar emocional.
Em muitos casos, essas alterações podem persistir mesmo com tratamentos dermatológicos e o uso constante de protetor solar.
Essas manchas, conhecidas como melasma, são uma das formas mais comuns de hiperpigmentação da pele.
Aparecem principalmente em mulheres adultas e são mais frequentes em populações com maior pigmentação cutânea e regiões de alta exposição solar.
Isso ajuda a explicar sua elevada prevalência em países tropicais como o Brasil.
Por décadas, o melasma foi explicado principalmente pela exposição solar, por alterações hormonais e pela predisposição genética.
Esses fatores continuam centrais para a compreensão do problema.
Há também relação, direta ou indireta, com estresse e depressão.
Ainda assim, revisões recentes sobre a fisiopatologia do melasma indicam que esses fatores não são suficientes para explicar todos os casos observados na prática clínica.
Nos últimos anos, pesquisadores passaram a examinar outros fatores biológicos associados ao surgimento dessa hiperpigmentação.
Entre eles estão a inflamação, as alterações metabólicas e o estresse oxidativo.
Esses processos podem influenciar a atividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina.
Estudos recentes também indicam que a ativação de mastócitos — células de defesa da pele — e o aumento de substâncias inflamatórias como a histamina podem agravar a inflamação local e favorecer o desenvolvimento do melasma.
A partir dessas descobertas, uma pergunta começou a ganhar espaço na literatura científica: a alimentação também poderia interferir nesses mecanismos e influenciar o desenvolvimento do melasma?
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A participação dos hormônios e da genética O melasma é mais frequente em mulheres, sobretudo em fases de variação hormonal, como a gravidez, o uso de anticoncepcionais e, em alguns casos, a terapia de reposição hormonal — embora a maioria dos casos surja na fase reprodutiva.
Revisões científicas indicam que estrogênio e progesterona podem estimular a melanogênese, processo de produção da melanina, pigmento natural que dá cor à pele, aos cabelos e aos olhos e ajuda a protegê-los da radiação ultravioleta.
A predisposição genética também está envolvida e
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