Com anúncio de 'debandada', 6 prefeitos do PL do Paraná oficializam saída do partido após filiação de Sergio Moro
Segundo dados do Partido Liberal (PL), seis prefeitos do Paraná deixaram o partido até a noite do último sábado (04).
Outros quatro prefeitos comunicaram ao partido a intenção de se desfiliarem, mas ainda não tiveram o processo formalizado.
Veja lista abaixo.
O Deputado Federal Fernando Giacobo, que liderou o movimento e também deixou o PL, afirmou ao g1 na noite desta segunda-feira que outros 20 prefeitos aliados do governador Ratinho Junior já pediram ou estão em processo para sair do partido.
Segundo Giacobo, nos próximos dias, o número de desfiliados deve chegar a 50 dos 53 prefeitos que o PL elegeu no estado.
De acordo com o deputado, o processo depende agora apenas de questões burocráticas internas do partido e na Justiça eleitoral. “É só uma questão de acomodação de cada prefeito no seu município, até o dia 15, mais ou menos eu não tenho dúvida nenhuma: vão sair 50 prefeitos”, diz.
O movimento de “debandada” começou após o anúncio da filiação de Sergio Moro ao PL, no final de março.
Na ocasião, o partido também anunciou a pré-candidatura do ex-juiz da Lava Jato ao governo do Paraná nas eleições de outubro deste ano.
Segundo Giacobo ex-presidente do PL no Paraná, a saída dos prefeitos honra um acordo feito ainda no ano passado, de que o PL do Paraná apoiaria o candidato do atual governador Ratinho Junior (PSD), que ainda não foi escolhido. “Eu corri o Paraná inteiro no ano passado, peguei na mão do Felipe [Barros, que assumiu a presidência do PL no Paraná após a saída de Giacobo] e fomos, falando em alto e bom som, que ’nós do PL apoiaríamos o candidato a governador que o Ratinho indicasse e em contrapartida o governador e o seu grupo apoiavam o Felipe do PL para o Senado'.
Era um acordo chancelado pelo Jair Bolsonaro”, diz Giacobo.
O deputado Filipe Barros (PL) nega que o acordo entre o partido e o governador tenha sido quebrado. “A premissa era o governador apoiar o candidato a presidente indicado pelo presidente Bolsonaro.
Naquele momento, o governador Ratinho, pelo qual inclusive tenho um grande respeito, ressaltou por inúmeras vezes, não só nas reuniões privadas, mas publicamente que ele não seria em hipótese alguma candidato à presidência”, afirma Barros. “Então, quando ele fez o movimento de se lançar candidato à presidência da república, nosso coordenador político Rogério Marinho deixou claro para o próprio governador Ratinho que já que ele tinha tomado a decisão de ser candidato à presidente, nós buscaríamos outro palanque para o
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