Governo zera impostos do combustível de aviação: o que pode acontecer com as passagens aéreas?
Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal lançou nesta segunda-feira (6/4) um pacote de medidas para tentar amortecer os impactos da guerra no Irã nos combustíveis, incluindo iniciativas específicas de alívio para o setor aéreo.
Para esse segmento, as medidas anunciadas são a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor, e prorrogação, para dezembro, das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho.
O pacote, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criou uma nova subvenção para a importação e produção do biodiesel, que se somará ao subsídio anunciado no início de março, e também ao gás.
No início do mês, a Petrobras havia anunciado aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação.
No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%.
Segundo a Petrobras, haverá 18% de reajuste em abril.
O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho.
A medida vem para assegurar o “bom funcionamento do mercado”, segundo a companhia.
Avião da Latam LATAM/Divulgação Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de “tempestade perfeita”: a alta encontra custos normalmente já elevados e um setor já abatido.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo.
A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%.
Com as novas medidas anunciadas nesta segunda, a expectativa é de que os impactos sejam amortecidos.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes.
Por que os preços do querosene de aviação estão subindo?
O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico.
Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).
Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã.
Estreito de Ormuz Arte/g1 Com o conflito, os riscos em torno do transporte do pet
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