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Maioria dos pacientes com câncer desconhece direitos garantidos por lei, aponta pesquisa; veja quais são

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Freepik Receber o diagnóstico de câncer não inaugura apenas uma jornada médica —para muitos pacientes, marca também o início de um percurso paralelo, marcado por dúvidas, burocracia e desconhecimento de direitos básicos.

Uma pesquisa do Instituto Oncoguia com mais de 1.500 pacientes e familiares em todo o país mostra que 68% deles não conhecem nenhuma das leis que garantem direitos importantes durante o tratamento.

Na prática, isso significa que benefícios previstos em lei deixam de ser acessados —não por falta de previsão legal, mas por falta de informação e orientação.

Desinformação que custa caro (em saúde e em dinheiro) Os dados revelam um cenário em que o acesso a direitos depende, muitas vezes, de iniciativa individual.

Segundo o levantamento, 70% dos pacientes afirmaram não ter tido acesso a nenhum dos direitos avaliados durante o tratamento, como informações claras sobre a doença, acesso a prontuários ou suporte de equipe multidisciplinar.

Na avaliação de Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, o problema não está apenas na existência dos direitos, mas na forma como eles são (ou não) incorporados ao cuidado. “Os direitos existem, mas não fazem parte da jornada real do paciente”, afirma. “Não basta garantir direitos no papel, é preciso garantir que eles cheguem, de fato, à vida das pessoas”.

Ela aponta que o cenário reflete uma falha estrutural: não há definição clara de quem deve orientar o paciente ao longo do tratamento; prevalece uma lógica em que o próprio paciente precisa descobrir sozinho o que lhe é garantido.

Cientistas descobrem molécula que ‘mata de fome’ células cancerígenas sem afetar tecidos s Buscar direitos vira segunda jornada A pesquisa mostra, ainda, que 82% dos pacientes tentaram buscar seus direitos, frequentemente com apoio de familiares, advogados ou assistentes sociais.

Ainda assim, o processo é descrito como uma “luta constante”.

Esse dado, diz Holtz, revela um descompasso entre o sistema de saúde e a realidade de quem enfrenta a doença. “O acesso ao direito virou uma segunda jornada, paralela ao tratamento e, muitas vezes, mais exaustiva.

Isso não deveria ser normalizado.

Quando acessar um direito vira luta, o sistema falhou.” Além disso, há um componente financeiro importante.

Mesmo pacientes atendidos pelo SUS ou por planos de saúde enfrentam custos indiretos —como transporte, perda de renda e medicamentos— que tornam o acesso a benefícios ainda mais essencial.

Informação ainda não faz pa

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