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Gestão Nunes remove famílias de áreas de risco e paga 25% do valor de uma casa popular em SP, aponta estudo da USP

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Casa descaracterizada na favela Jardim Panorama, localizada em uma árena nobre na Zona Oeste de São Paulo.

João de Mari/g1 A Prefeitura de São Paulo tem removido famílias em áreas de risco ou alvo de obras públicas pagando indenizações que equivalem, em média, a apenas 25% do valor de uma unidade habitacional popular.

Os dados são de um levantamento realizado pelo LabCidade, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) sobre a aplicação da lei que estabelece as diretrizes dos pagamentos, aprovada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2022.

O estudo analisou o período entre 2022 e 2026.

Segundo a pesquisa, a média das indenizações pagas pela administração municipal é de R$ 55,9 mil.

O valor é muito inferior ao preço mínimo de um imóvel adquirido pelo próprio programa habitacional da prefeitura, o Pode Entrar, que custa a partir de R$ 218 mil (leia mais abaixo). 🔍 O Pode Entrar é o principal programa habitacional da Prefeitura de São Paulo e funciona por meio da compra de imóveis prontos do mercado imobiliário para entrega a famílias inscritas na fila da habitação, especialmente removidos de áreas de risco e famílias de baixa renda.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mesmo assim, a lei determina que esse pagamento seja considerado “atendimento habitacional definitivo” — o que exclui, de forma permanente, os removidos de qualquer auxílio-aluguel ou futura inscrição em programas municipais, estaduais ou federais de moradia.

A pesquisa identificou que cerca de 85% das famílias que receberam indenização já estavam na fila por moradia e, ao aceitar o pagamento, foram excluídas da lista.

Para os pesquisadores, isso reduz artificialmente a fila habitacional: essas famílias deixam de aparecer nos registros, mas seguem sem acesso real a uma moradia adequada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) afirmou que “o levantamento propõe, ao defender o pagamento de indenização e o recebimento de uma unidade habitacional pelo mesmo núcleo familiar, uma sobreposição de benefícios, o que prejudicaria milhares de famílias que estão aguardando atendimento habitacional”.

Além disso, a nota diz que “antes de qualquer retirada, o município oferece a todas elas o direito de escolher serem atendidas com uma moradia do programa Pode Entrar, recebendo auxílio-aluguel até a entrega das chaves, ou uma indenização” (leia mais abaixo).

Indenizações A Lei 17.777, sancionada em 2022, criou um mecanismo que permite indenizar morad

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