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Homem que decidia castigos no PCC é preso após polícia apreender celular de Pandora, chefe da facção

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Homem enviou áudio sobre as investigações da Polícia Civil antes de ser preso em Mongaguá Leandro da Luz Silva, conhecido como ‘Nike’, foi preso apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Mongaguá, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, as equipes chegaram até a identidade dele com o auxílio de dados obtidos após a prisão de Ariane de Pontes Rolim, uma das chefes da facção em cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

Conhecida como Pandora ou Penélope, a mulher atuava como “disciplina”, ou seja, estava à frente do tráfico de drogas e decidia os castigos a pessoas que desrespeitassem as regras da organização.

Ela foi presa no dia 10 de março, na casa dela, em Itanhaém (SP). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.

A partir do cruzamento de dados contidos no celular de Pandora, a equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém descobriu que Leandro também exercia a função de “disciplina”, mas somente em Mongaguá.

Policiais civis cumpriram o mandado de busca e apreensão e de prisão temporária contra o homem na segunda-feira (6), no bairro Itaoca.

A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

Ariane de Pontes Rolim (à esq.) e Leandro da Luz Silva (à dir.) Polícia Civil Áudio A corporação afirmou que dois celulares foram apreendidos durante a ação.

O g1 teve acesso a um dos áudios em que Leandro comentou sobre as investigações da Polícia Civil com outro integrante da organização.

O conteúdo foi enviado pelo celular da esposa dele (ouça acima). “Comigo não abre não, primo.

Eu quebro, mano.

Nunca polícia pegou telefone comigo não.

O meu telefone é minha vida, irmão.

Não pega, mano.

Eu quebro, mano.

Não tem essa.

O meu telefone.

Para mim andar na rua, eu já ando com ele na mão.

Se a polícia encostar assim, viu?

Qualquer dia, eu vou quebrar.

Está na minha mão.

Entendeu?

Nem na cintura eu ando de telefone, mano.

Entendeu, mano?

Telefone deixa embaixo do travesseiro”, afirmou Leandro no áudio.

Mensagens Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, era integrante de grupos que decidiam os castigos e faziam registros semelhantes ao da polícia Polícia Civil Leandro se referia às investigações da prisão de Pandora, pois a corporação encontrou grupos com ‘disciplinas’ das cidades do litoral paulista no celular da mulher.

Conforme relatado no BO, as conversas mostraram a estrutura da organização criminosa, com registros de ocorrências

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