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Agentes infiltrados e câmeras: veja como importunação sexual é flagrada no metrô de SP

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Como atuam os agentes do Metrô em casos de importunação sexual e agressão A rotina no metrô de São Paulo vai muito além do transporte de milhões de passageiros todos os dias.

Nos bastidores, uma operação silenciosa tenta coibir crimes como importunação sexual e agressões físicas — ocorrências que tendem a aumentar nos horários de pico.

Para enfrentar o problema, o sistema conta com agentes à paisana que circulam entre os usuários sem serem identificados.

Misturados aos passageiros, eles monitoram comportamentos suspeitos e acionam equipes uniformizadas ou a polícia quando necessário.

O trabalho é reforçado por câmeras de segurança espalhadas por estações e vagões.

Segundo os agentes, a estratégia é simples: observar discretamente e agir no momento certo. “Sem uniforme, você tem a visão do cidadão comum e o importunador não te percebe.

Assim, conseguimos flagrar as ações”, explicou um dos profissionais, que atua de forma anônima e preferiu não se identificar.

A maior incidência de casos ocorre em linhas mais movimentadas, como a Linha 3-Vermelha, especialmente nos horários de maior fluxo, tanto pela manhã quanto pela tarde/noite.

Os suspeitos costumam se aproximar das vítimas de forma gradual, aproveitando a lotação dos trens para encostar ou tentar registrar imagens sem consentimento.

Em uma das ocorrências, agentes identificaram um homem que perseguia uma passageira dentro do sistema.

A equipe priorizou o contato com a vítima, já que esse é o procedimento padrão nesses casos Ao ser abordada, a mulher relatou que havia percebido o contato físico, mas inicialmente acreditou que fosse consequência do trem cheio. “Para a autoridade policial dar flagrante a gente precisa da vítima.

E também para dar um amparo a ela, por isso que a gente corre em direção à vítima primeiro”, diz Denis Lopes, operador de controle de segurança.

O suspeito, Davi Santos da Silva, foi detido em flagrante, mas foi solto dois meses e meio depois, respondendo em liberdade.

A defesa disse que só vai se manifestar no processo judicial.

Durante a abordagem, agentes encontraram objetos objetos perfurocortantes (como facas e itens pontiagudos) na mochila dele, o que aumentou a gravidade da ocorrência.

A vítima decidiu registrar o caso na delegacia, o que permitiu o encaminhamento do agressor à Justiça.

Imagem de circuito interno mostra agressão dentro do Metrô de São Paulo.

Reprodução/TV Globo/Fantástico Caso de agressão dentro de trem Em outro episódio, uma agressão física

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