Piscicultura, espécies exóticas e poluentes alteram ecossistema do Lago de Furnas; veja os riscos à água e à fauna
Lago de Furnas tem 11 vezes o volume da Baía de Guanabara e ‘cidades submersas’ O Lago de Furnas, um dos maiores reservatórios do Brasil, tem enfrentado uma crescente pressão ambiental que pode estar ameaçando o equilíbrio de seu ecossistema.
Pesquisadores alertam que a combinação entre espécies invasoras, práticas intensivas de piscicultura e a presença de contaminantes emergentes vem alterando a dinâmica natural do lago. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 📺 De 30 de março a 10 de abril, o g1 Sul de Minas e a EPTV percorrem o Lago de Furnas na expedição especial “Travessia das Águas”, que mostra a dimensão, a importância econômica e as histórias de quem vive da água em torno do maior reservatório de água doce do Sudeste e um dos maiores do Brasil.
Além das reportagens especiais no portal e de conteúdos exibidos nos telejornais da EPTV, é possível acompanhar os bastidores da expedição em um diário de bordo em tempo real.
Ponte das Amoras, Lago de Furnas, entre Alfenas e Campos Gerais Lucas Soares/g1 📹 Acompanhe em tempo real os bastidores da viagem Espécies nativas x exóticas: um ecossistema em desequilíbrio De acordo com o professor Paulo Pompeu, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), o reservatório de Furnas já registra 65 espécies de peixes, sendo 51 nativas e 14 não nativas. “Isso considerando apenas as espécies de peixe, porque existem várias outras espécies não nativas dentro do reservatório de Furnas, como, por exemplo, espécies de camarão e de moluscos não nativos”, destaca.
A distribuição das espécies revela um cenário de desequilíbrio.
Segundo o pesquisador, há maior concentração de espécies nativas nas regiões superiores do reservatório, próximas aos rios formadores, enquanto áreas mais próximas à barragem apresentam aumento de espécies exóticas. “Esse gradiente é muito nítido, de mais espécies nativas nas regiões altas do reservatório e menos espécies nativas quanto mais próximo da barragem”, explica. “E quanto mais próximo da barragem também aumenta a abundância e o número de espécies não nativas”, completa.
A introdução dessas espécies está diretamente ligada à ação humana. “Algumas das espécies de peixes não nativas do reservatório de Furnas hoje nitidamente chegaram ao reservatório através de escapes de piscicultura”, afirma Pompeu. “E essas espécies, reconhecidamente, todas elas, acabam trazendo impacto à fauna local”, alerta.
Tanques-rede para criação de peixes no Lago de Furnas EPTV/Reprodução A piscicultura em
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