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O que dizem os psicólogos sobre a necessidade de aprender a descansar; veja mais um episódio de 'Sobre Nós', com Felca

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Felca explica o prejuízo de desaprender a descansar.

Todo mundo precisa produzir durante o trabalho ou os estudos.

Mas, quando chega o momento de descanso, nem sempre é fácil relaxar.

A sensação de culpa por “não fazer nada” e a mente acelerada fazem com que o tempo livre pareça desperdiçado — um sinal de que muita gente desaprendeu a descansar.

A dificuldade é comum.

Mesmo em momentos de lazer, como assistir a um filme ou encontrar amigos, pensamentos sobre tarefas pendentes, contas e compromissos insistem em ocupar a mente.

Para o psicólogo Diogo Arnaldo Correa, da PUC-SP, o problema está ligado ao ritmo da vida contemporânea. “Nós vivemos numa época com muitos estímulos, muita gente apressada, querendo para ontem o que pode ser feito com calma”, afirma.

Segundo ele, a cobrança constante por produtividade e excelência dificulta a capacidade de parar.

Psicólogo fala sobre a importância do descanso.

Reprodução/TV Globo/Fantástico O especialista destaca que o descanso não é um luxo, mas uma necessidade. “Se existe um antídoto pro cansaço, ele se chama descanso, ele se chama pausa”, diz.

Ainda assim, muitas pessoas evitam esse momento por medo de “perder” o que está acontecendo ao redor.

A diferença entre descanso e tempo livre também ajuda a explicar o problema.

De acordo com Correa, lazer não é apenas ter horas disponíveis, mas conseguir estar presente nelas. “É a oportunidade de contemplar aquilo que é despercebido no dia a dia”, afirma.

Estudos reforçam essa percepção.

Uma pesquisa da Universidade de Tóquio mostrou que o impacto do estresse não está apenas na carga de trabalho, mas na capacidade de se desligar dele.

Pessoas que conseguem desconectar têm mais energia, cometem menos erros e são mais produtivas.

Já quem não consegue entra em um ciclo prejudicial: não descansa, acorda cansado, produz menos, sente culpa e tenta compensar pensando ainda mais em trabalho — o que reduz ainda mais a capacidade de relaxar.

Ciclo vicioso de quem “não sabe descansar”: resultado de uma pesquisa da Universidade de Tóquio.

Reprodução/TV Globo/Fantástico Para especialistas, aprender a descansar passa por reconhecer o valor do lazer como parte essencial da rotina.

Estar presente em atividades simples, como assistir a um filme ou ouvir música, é um passo importante para quebrar o ciclo de cansaço. “Lazer com a mente em outro lugar é só tempo livre”, resume Felca.

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