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Psiquiatra francês especialista do sono dá dicas de como dormir bem

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Psiquiatra francês especialista do sono dá dicas de como dormir bem Adobe Stock Dormir mal pode afetar diretamente a saúde e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer e transtornos mentais.

Entender os mecanismos neurológicos do chamado sono “bom” — aquele que nos faz sentir descansados ao acordar — ajuda a tratar a insônia, a sonolência e o cansaço crônico.

Quais hábitos e fatores do dia a dia podem atrapalhar o momento de dormir e o próprio sono?

Quanto tempo de descanso é necessário em cada fase da vida?

Segundo o psiquiatra francês Pierre Alexis Geoffroy, especialista em medicina do sono, autor do livro La nuit vous appartient, ou “A Noite é Sua”, em tradução livre, a falta de sono pode acelerar o envelhecimento do organismo e interferir na capacidade de aprender.

Na obra, ele explica quais são os mecanismos que favorecem o descanso, como regularidade, duração, o ritmo e adequação ao funcionamento do próprio relógio biológico.

Outros fatores influenciam o sono, como a luz, o silêncio e os hormônios.

De acordo com o psiquiatra francês é importante saber interpretar as queixas dos pacientes.

Os dados mostram que quase metade da população mundial se queixa de insônia, mas muitas pessoas tomam remédio para dormir — com recomendação médica em vários casos — sem conhecer as verdadeiras causas das dificuldades que as impedem de dormir.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A insônia é uma das principais queixas das consultas.

Os pacientes dizem que não dormem o quanto gostariam ou não dormem bem.

Outros se queixam de hipersonolência: dormem demais ou durante o dia.

A terceira queixa mais comum envolve problemas de comportamento noturno, como o sonambulismo.

Muitas doenças explicam esses sintomas.” O primeiro passo para dormir bem, diz o psiquiatra, é a regularidade.

Isso significa conhecer bem o próprio ritmo de sono, que é determinado por um grupo de cerca de 25 genes que gerenciam nosso relógio biológico em um ciclo de 24 horas.

Esse funcionamento está vinculado ao ritmo de todas as espécies na Terra, em função da exposição à luz solar. “Há pessoas matutinas e outras mais despertas à noite.

Isso é definido geneticamente e não podemos mudar.

Com a idade, essa tendência evolui um pouco.

As crianças, por exemplo, são mais alertas de manhã, e os adolescentes, de noite. É normal, eles não fazem de propósito e não é preguiça: em geral, dormem entre duas e três horas depois de um adulto e têm dificuldade em ir pa

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