Reforma do Parque Lage revela pinturas históricas escondidas há décadas no palacete
Reforma revela pintura original do Parque Lage Um verdadeiro tesouro veio à tona durante as obras de restauração do Parque Lage.
Enquanto trabalhavam na recuperação do palacete histórico, restauradores descobriram pinturas originais que estavam escondidas sob camadas de tinta há muitas décadas.
As imagens estão sendo reveladas agora, pela primeira vez.
A reforma, iniciada há quase um ano, começou com um trabalho simples, mas essencial: a limpeza.
Com água e sabão, equipes deram início ao processo de higienização das superfícies.
Segundo o coordenador de cantaria e argamassa, Leandro Fosse, essa é uma etapa fundamental do trabalho: “A gente começa com uma higienização.” Esta é a primeira grande intervenção no imóvel em quase cem anos.
Apesar de as obras ainda estarem em andamento, já é possível perceber mudanças na fachada do palacete.
A previsão é de que a reforma seja concluída até o fim do ano, quando o prédio voltará a abrigar a Escola de Artes Visuais, atualmente em funcionamento provisório em outro local.
Além de sua importância histórica, o Parque Lage é um dos principais pontos turísticos do Rio, conhecido por receber visitantes e também por servir de cenário para produções audiovisuais.
O espaço tem origem no período colonial, quando abrigava um engenho de cana-de-açúcar.
No século XIX, foi transformado em parque.
Já na década de 1920, o empresário Henrique Lage mandou construir o palacete no local, que também foi residência da cantora lírica Gabriela Besanzoni.
Durante a restauração do salão nobre, detalhes dourados voltaram a aparecer, recuperando parte do luxo original do ambiente.
Mas foram as paredes internas que trouxeram as maiores surpresas.
Reforma no Parque Lage revela Reprodução/RJ2 A cada camada de tinta removida, surgiam novas cores, formas e padrões.
Em antigos ambientes como o bar e o salão de jogos, foram identificadas pinturas com características do estilo eclético.
Já em um dos quartos — que pertenceu a Gabriela Besanzoni —, os restauradores encontraram um universo lúdico, com estrelas em diferentes tamanhos e tons de azul.
A gestora da obra de restauração, Camila Terra, descreve o ambiente: “É um quarto que varia em tons de azul.
Então, você tem estrelas grandes, estrelas pequenas.” Nem todas as pinturas encontradas, no entanto, serão restauradas.
Parte dos painéis, especialmente os mais danificados, será mantida como está, como forma de evidenciar a passagem do tempo e a própria história do imóvel.
Para a res
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