'Algo Horrível Vai Acontecer': por que prazer de esperar pelo pior e medo do desconhecido fascinam
‘Algo Horrível Vai Acontecer’: como a série gera ansiedade no espectador A minissérie “Algo Horrível Vai Acontecer” estreou no mês passado na Netflix e já está entre as mais assistidas da plataforma no Brasil.
Dá pra explicar o sucesso da série justamente pelo nome: desde o início, os criadores, a protagonista e os espectadores percebem que algo horrível vai acontecer.
Resta descobrir como e o quê.
Na série, acompanhamos Rachel (Camila Morrone), noiva de Nicky (Adam DiMarco).
Eles vão à casa dos sogros (um sítio afastado e enorme, claro) para a cerimônia de casamento.
Mas ao conhecer a família dele, ela percebe que tem muitas coisas erradas acontecendo… e passa a ter um mau pressentimento que, como audiência, a gente compartilha com ela.
Série ‘Algo Horrível vai Acontecer’, da Netflix Divulgação O grande trunfo da série é esse suspense: a trama balanceia a tensão e a expectativa pelo que vai acontecer, com pequenas “pistas” do que pode ser.
Entenda como isso é feito e por que funciona tão bem no terror: Terror está na expectativa Há uma frase famosa de Hitchcock: “Não há terror no estrondo, apenas na antecipação dele”.
Em vez de apostar nos sustos, o diretor preferia manipular a tensão e explorar o medo do desconhecido, mantendo o espectador em constante estado de alerta.
Afinal, medo é uma coisa muito pessoal: cada um teme uma coisa e, quando o “monstro” do terror é finalmente revelado, talvez não seja tão assustador.
Mas enquanto você tem que imaginar do que se trata, sua cabeça acaba preenchendo as lacunas com os seus próprios pesadelos.
Não à toa, muitos de nós temos medo de escuro: o que a gente não vê dá espaço para muitos terrores. “Acho que muitas vezes o que acontece em um filme de terror que talvez não funcione tão bem para mim, é tipo: ‘Ah, no segundo em que você vê o monstro, você pensa [suspiro] ‘OK.
Ele é meio mais fraco do que eu imaginava’”, disse o diretor Jordan Peele, de “Nós” e “Corra”, ao USA Network.
Um exemplo clássico é o filme “A Bruxa de Blair”, um dos filmes de terror mais aclamados de todos os tempos.
O espectador nunca chega a saber de fato o que está acontecendo, e é isso que torna o filme tão assustador.
Por isso, muitas vezes é melhor “manipular” o público para que ele saiba que algo terrível vai acontecer, mas não sabe quando.
A espera cria uma ansiedade superior à cena da violência em si.
Como a tensão é construída Desde o primeiro episódio, está claro que… bom, algo terrível vai acontecer.
A partir daí
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