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Espetáculo de música e imagem, 'As Amazônias' reúne vozes de cantoras do Norte em Belém

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Espetáculo de música e imagem, “As Amazônias” reúne Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP) Amazônia Imersiva/ Liliane Moreira Três vozes femininas da Amazônia se encontram no palco para cantar territórios, memórias e modos de existir.

O espetáculo “As Amazônias”, com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP), chega a Belém para uma temporada na CAIXA Cultural, de 9 a 12 de abril, sempre às 19h.

A apresentação combina música ao vivo com projeções visuais, criando uma experiência audiovisual que aproxima palco, imagem e tecnologia a partir de diferentes territórios da Amazônia.

No palco, o espetáculo articula trajetórias que atravessam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e a música contemporânea produzida na região.

Cada artista traz a força de seu território: Patrícia Bastos incorpora ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú; Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária; e Aíla conecta essas referências à cena musical contemporânea de Belém, marcada por fusões e experimentações.

Cantora, compositora e vencedora do Grammy Latino, Patrícia Bastos é uma das principais vozes da Amazônia brasileira, reconhecida por traduzir em música as sonoridades e narrativas do Amapá.

Já Aíla, artista paraense, atua como uma das figuras centrais da música contemporânea produzida na região, transitando entre o pop, a música amazônica e a experimentação sonora.

A presença de Djuena Tikuna amplia esse encontro ao trazer para o centro do palco a força dos povos originários.

Cantora indígena do Amazonas, ela foi a primeira jornalista indígena formada no estado e também a primeira artista indígena a realizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas, em Manaus.

Suas composições são cantadas integralmente na língua Tikuna, reafirmando o canto como forma de memória e resistência.

Para Patrícia Bastos, o espetáculo revela a potência das múltiplas Amazônias que coexistem na região. “Nas Amazônias conseguimos colaborar na transmissão da narrativa da diversidade feminina da região, seja na latinidade, na afrocentralização, nas nossas cores, figurinos e no jeito de cantar as nossas tradições e sonhos.

Somos três mulheres representando um pouco das Amazônias, porque nós somos muitas, plurais e múltiplas.” A relação entre as artistas atravessa não apenas a música, mas também experiências compartilhadas em diferentes territórios da região Norte. “Cantar com a Djuena é sempre uma emoção sem tamanho, ela do Ama

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