Do adubo ao diesel: por que guerra no Oriente Médio preocupa setor de máquinas agrícolas
Abimaq comenta efeito da guerra no Oriente Médio sobre custos do produtor rural brasileiro O cenário pessimista projetado pelas indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas no Brasil para 2026 ainda deve ser agravado pelos impactos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Isso porque a crise internacional afeta não só potenciais mercados compradores de commodities brasileiras como também interfere em custos básicos como combustíveis e fertilizantes.
Sem rentabilidade, os produtores rurais ficam sem recursos para investir e acabam priorizando o custeio.
Ainda sem o efeito da guerra, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) projeta uma queda de 8% no faturamento do segmento.
No primeiro bimestre deste ano, a retração foi de 17%, com redução nas vendas de tratores e colheitadeiras.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp “Se essa guerra demorar muito, a gente vai ter problemas”, afirma Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da câmara setorial de máquinas agrícolas da Abimaq.
ANP afirma que abastecimento de diesel no Brasil está garantido até fim de abril Jornal Nacional/ Reprodução Exportações de carne e milho Uma das questões em jogo na guerra no Oriente Médio são as dificuldades logísticas causadas pelos embargos marítimos em importantes mercados consumidores de produtos como a carne do Brasil. “A gente está sabendo que existe uma rota alternativa via Turquia.
Você leva para a Turquia, depois, motorizado, você leva para os outros países do Oriente Médio.
Ou seja, você tem uma alternativa, ela fica mais cara, mas é uma alternativa”, afirma Bastos de Oliveira.
LEIA TAMBÉM Em meio à guerra no Oriente Médio, Agrishow mira expansão de máquinas agrícolas movidas a biocombustíveis Faturamento com máquinas agrícolas cai 17% no 1º bimestre; setor projeta baixa e cenário desafiador em 2026 O escoamento do milho também é uma incerteza, inclusive no Irã, segundo o representante da Abimaq. “A gente não sabe exatamente o que vai acontecer. (…) Provavelmente vai continuar importando, vai achar alguma rota alternativa, porque eles precisam desse milho.
Mas a gente não tem notícia ainda de alternativas para escoar essa produção de milho para o Irã.” Homem carrega caixas de uma casa danificada por ataques em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (30) Reuters Diesel e adubo mais caros Outro ponto importante que afeta as contas do produtor rural brasileiro é o adubo nitrogenado importado, que tende a vir ma
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