Presidente da Colômbia defende Pix após críticas dos EUA: 'Peço ao Brasil que estenda o sistema'
‘Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX’, diz Lula ao comentar relatório dos EUA O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, saiu em defesa do sistema de transferências instantâneas PIX e pediu que a ferramenta seja adotada em seu país.
A manifestação foi feita em uma publicação na rede social X.
No post, Petro respondeu a uma mensagem que mencionava declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria ameaçado impor sanções ao Brasil caso o PIX não fosse encerrado, sob o argumento de que o sistema prejudica empresas de cartão de crédito como Visa e Mastercard.
Ao comentar o tema, o presidente colombiano afirmou que o modelo brasileiro representa uma alternativa mais eficiente e criticou mecanismos usados pelos Estados Unidos no sistema financeiro internacional. “Le pido a Brasil extender el sistema PIX a Colombia”, escreveu Petro.
Initial plugin text Na mesma publicação, o presidente colombiano fez duras críticas à lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano.
Segundo ele, o mecanismo “já não é uma arma contra o narcotráfico” e estaria sendo utilizado como instrumento de controle político.
Petro afirmou ainda que grandes líderes do tráfico internacional conseguem driblar o sistema e viver com luxo fora de seus países, enquanto a ferramenta seria usada para pressionar adversários políticos ao redor do mundo.
O presidente também voltou a defender uma governança global mais democrática e criticou conflitos internacionais, afirmando que guerras “não servem para nada” e geram perdas para toda a humanidade.
As declarações ocorrem em meio a um debate crescente sobre o papel do PIX no sistema financeiro global.
Criado pelo Banco Central em 2020, o modelo brasileiro se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país e vem sendo estudado para operações internacionais.
Gustavo Petro REUTERS/Luisa Gonzalez Na última quarta-feira (1º), um relatório divulgado pela Casa Branca ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito. “O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos.
O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas.” No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e p
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