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Fitti honra a estranheza autoral de Ney Matogrosso ao interpretar o repertório do cantor em show belo e performático

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Sob direção musical do baterista Pupillo, Fitti interpreta com personalidade músicas como ‘Viajante’, ‘Balada do louco’ e ‘Mal necessário’ Renan Prado / Divulgação Queremos!

Festival ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Fitti canta Ney Artista: Fitti Data e local: 5 de abril de 2026 no Queremos!

Festival no Teatro Carlos Gomes (Rio de Janeiro, RJ) Cotação: ★ ★ ★ ★ ★ ♬ Atração que fechou o segundo dia da sétima edição do Queremos!

Festival no Rio de Janeiro (RJ), o show em que Fitti canta o repertório de Ney Matogrosso seduziu o público que foi ao Teatro Carlos Gomes na noite de domingo, 5 de abril, pela performance irretocável do artista pernambucano.

Cantor, compositor e ator do Recife (PE), Fitti honrou a estranheza autoral do cantor sul mato-grossense que completará 85 anos em agosto com espantosa vitalidade.

Por também ser ator, Fitti soube interpretar o repertório de Ney Matogrosso longe do terreno do cover, imprimindo às 16 músicas do roteiro uma singularidade que reafirmou a personalidade de Fitti ao mesmo tempo em que expressou a liberdade que sempre pautou a vida e obra de Ney.

Originado do álbum homônimo idealizado por Marcus Preto, diretor artístico do disco e do show, “Fitti canta Ney” é espetáculo que chegou à cena impregnado de teatralidade afinada com a potente sonoridade orquestrada sob direção musical do baterista Pupillo, integrante da banda também formada pelo guitarrista Yuri Queiroga, o tecladista Vinicius Furquim e o baixista Vic Vilandez.

Sons de chuva e trovoadas prepararam o clima para a entrada de Fitti em cena ao som de “Homem de Neanderthal” (Luiz Carlos Sá, 1975), música que deu o norte do primeiro álbum e show solo de Ney.

Nesse primeiro momento, o show foi impulsionado com energia roqueira, mote de números iniciais como “Tem gente com fome” (João Ricardo e Solano Trindade, 1979) e “Flores astrais” (João Ricardo e João Apolinário, 1974).

Interpretando o repertório de Ney tanto com a voz quanto o com corpo, Fitti já chegou chegando no palco e, aos poucos, foi dominando a cena e se impondo como o “cara meio estranho” citado no verso do bolero pop “Bandido corazón” (Rita Lee, 1976), música de sotaque latino que simboliza o deslocamento do roteiro, no meio do show, em direção a outros climas.

Antes desse movimento, necessário para completar o arrebatamento do público, Fitti realçou o sentido político da work song “O patrão nosso de cada dia” (João Ricardo, 1973) em número minimalista, com acordes precisos da guitarra de Yuri Queiro

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