Água, energia e ciência: os objetivos por trás da nova corrida à Lua
Sônia Bridi mostra por que a Missão Artemis II é tão importante A Lua voltou ao centro das atenções por razões que vão além da exploração espacial.
A busca por água, a possibilidade de gerar energia, o avanço científico e a instalação de uma presença humana permanente estão no foco das novas missões lunares, que marcam a retomada do programa espacial depois de décadas de pausa. 🌕 Os Estados Unidos retomaram o seu programa lunar com a missão Artemis II, expedição ao satélite lançada na quarta-feira (1º) após mais de meio século.
Está previsto para esta segunda (6) o momento mais aguardado: o sobrevoo lunar.
O principal alvo dessas missões é o polo sul da Lua.
A região concentra indícios de água, considerado um recurso fundamental para o futuro da exploração espacial. 💧 A presença de água torna possível não apenas a permanência de astronautas, mas também a produção de oxigênio e combustível, abrindo caminho para missões mais longas e até para viagens a Marte.
A estratégia envolve permanecer na Lua.
A ideia é construir uma base de forma gradual, ampliada ao longo dos anos.
Inicialmente, a estrutura deve funcionar com energia solar.
Mais adiante, há a previsão de uso de um reator nuclear.
Antes da chegada de astronautas, robôs serão enviados para preparar o terreno e instalar os primeiros equipamentos. 🔭 Além da sobrevivência humana, a Lua é vista como um grande laboratório científico.
No lado oculto, onde a interferência da Terra não chega, telescópios poderiam observar o universo com mais precisão.
A expectativa é enxergar mais longe e captar sinais do cosmos, em busca de respostas sobre a origem e a possibilidade de vida fora da Terra.
Missões na Lua visam a exploração do universo e de recursos naturais Reprodução/TV Globo 🗺️ A nova fase da exploração lunar também tem objetivos estratégicos.
Depois de décadas sem missões tripuladas, a retomada acontece em meio a uma disputa geopolítica.
A China avança rapidamente no espaço, já realiza voos tripulados há mais de vinte anos, tem sua própria estação espacial e enviou robôs ao lado oculto e ao polo sul da Lua.
Os Estados Unidos planejam pousar na região em 2028; a missão tripulada chinesa deve ocorrer dois anos depois.
A corrida não se limita a governos.
Empresas privadas entraram no jogo, interessadas em recursos minerais. ⚛️ Um deles é o hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra.
Estima-se que o satélite tenha quantidade suficiente para produzir até dez vezes mais energia do que todo o p
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