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Quem são os suspeitos que se uniram para tentar dar um golpe de quase R$ 1 bilhão na herança do fundador do grupo Objetivo

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A história inventada para tentar roubar parte de uma fortuna bilionária.

Um empresário investigado por falsificação, um ex-policial civil com passagens pela Polícia Federal e um árbitro judicial são os principais alvo da Justiça de São Paulo por tentar aplicar um golpe milionário contra herdeiros de João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo.

Di Genio morreu em fevereiro de 2022, aos 82 anos, deixando uma herança estimada em R$ 16 bilhões.

Três meses depois, uma empresa desconhecida da família apresentou uma cobrança milionária com supostos contratos que traziam a assinatura dele.

A investigação, revelada na última semana, resultou na decretação de nove prisões preventivas.

Só um suspeito foi detido até agora; os demais são considerados foragidos.

Entre os principais estão Luiz Teixeira da Silva Júnior, ligado à empresa que apresentou a cobrança; Rubens Maurício Bolorino, ex-policial civil já preso em esquemas de venda de decisões judiciais; e Wagner Rossi Silva, responsável pela entidade usada no caso.

Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, apontado como facilitador do grupo, está preso.

Entenda, a seguir, o que se sabe sobre a atuação dos principais investigados. ➡️ Luiz Teixeira da Silva Júnior aparece em postagens nas redes sociais como responsável técnico de uma clínica estética.

Em 2022, ele se tornou sócio da Colonizadora Planalto Paulista Ltda., empresa imobiliária registrada no mesmo endereço da clínica.

Luiz Teixeira da Silva Júnior Reprodução/TV Globo Foi por meio dessa empresa que surgiu a cobrança milionária envolvendo a herança de Di Genio.

A Colonizadora apresentou à família do empresário uma dívida de R$ 635 milhões referente à suposta compra de 448 lotes em uma área rural de Piraju, no interior de São Paulo.

A família afirma que nunca teve conhecimento da negociação.

Perícias indicaram que assinaturas de João Carlos Di Genio teriam sido retiradas de documentos originais e inseridas digitalmente em contratos considerados fictícios, com datas de quando o empresário ainda estava vivo.

Após a família solicitar os documentos originais da suposta venda, que nunca foram apresentados, a Colonizadora entrou na Justiça para tentar receber o valor antes da partilha dos bens.

O pedido foi negado.

Em seguida, os suspeitos recorreram a outro mecanismo: uma sentença de câmara arbitral que determinava o pagamento da dívida, agora elevada para quase R$ 1 bilhão. ⚖️ A câmara arbitral funciona como uma espécie de justiça privada.

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