'Juju e a Escola da Esperança': tragédia das chuvas vira enredo de livro infantil em Juiz de Fora
Professora escreve livro e transforma vivências da tragédia em Juiz de Fora Mais de um mês após as fortes chuvas que castigaram Juiz de Fora e deixaram 66 mortos, o sentimento de solidariedade e união ainda persiste na cidade.
A professora Sandra Almeida, da Escola Estadual Padre Frederico Vienken, transformou a dor em ferramenta pedagógica e decidiu registrar, em um livro infantil, as experiências que viveu como voluntária durante o período.
O título ‘Juju e a Escola da Esperança’ nasceu da necessidade de acolher os alunos no retorno às aulas.
Sandra percebeu que as crianças chegariam carregadas de relatos sobre a tragédia e precisariam de um ambiente seguro para processar o que viram. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp “O livro surgiu principalmente quando comecei a me preocupar com o retorno das crianças à escola e com a forma como abordar esse assunto, já que elas chegariam relatando as experiências vividas durante o período de chuva”, relata a professora.
O olhar da inocência Livro ‘Juju e a Escola da Esperança’ é lançado em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração A narrativa é conduzida por Juju, uma personagem de apenas 2 anos.
A partir da perspectiva dela, o livro aborda temas complexos como o medo e a perda, mas com tom de brincadeira e recomeço.
Segundo a autora, a intenção é que os alunos encontrem na história um espelho para os próprios sentimentos e falem sobre o trauma de maneira livre.
Outras personagens também ajudam a contar o enredo: Edneia e a cachorrinha Chiquinha também foram vítimas das chuvas de fevereiro e encontraram abrigo e acolhimento em meio à crise.
Juntas, as personagens falam sobre esperança e solidariedade, mesmo nos momentos mais trágicos.
Espaço acolhedor Escola Estadual Padre Frederico Vienken, em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Durante o período mais crítico das chuvas, a Escola Estadual Padre Frederico Vienken deixou de ser apenas um local de ensino e se tornou um ponto de apoio.
Cerca de 85 pessoas foram recebidas no local, entre elas 32 crianças.
A instituição serviu como espaço de escuta e troca, papel que Sandra Almeida agora tenta perpetuar nas páginas da obra.
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