Distrito no Sul de MG guarda histórias submersas pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco
Distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro, guarda história submersa pelas águas de Furnas Cercado por mato e vestígios do que um dia foi um povoado movimentado, o antigo cemitério do distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro (MG), passou a ser acessado apenas por barco após a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas, na década de 1960.
O local permanece na margem oposta do atual distrito e ainda abriga sepultamentos, tornando-se um símbolo das mudanças provocadas pelas águas. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 📺 Até o dia 10 de abril, o g1 Sul de Minas e a EPTV percorrem o Lago de Furnas na expedição especial “Travessia das Águas”, que mostra a dimensão, a importância econômica e as histórias de quem vive da água em torno do maior reservatório de água doce do Sudeste e um dos maiores do Brasil.
Além das reportagens especiais no portal e de conteúdos exibidos nos telejornais da EPTV, é possível acompanhar os bastidores da expedição em um diário de bordo em tempo real.
A travessia até a região é feita pelo Lago de Furnas, conhecido como “Mar de Minas”.
A balsa que liga a sede do município ao distrito de Itaci está em funcionamento desde 1965 e leva cerca de 15 minutos.
Do outro lado, vivem atualmente cerca de 120 moradores, em um ambiente que mantém características de arraial. ⚰️🚤 Antigo cemitério do distrito de Itaci só pode ser acessado por barco, após o alagamento causado pela Usina de Furnas 🌊 Campo santo ficou isolado na margem oposta do atual distrito, cercado pelas águas do Lago de Furnas 🌿 Local está tomado pelo mato, mas ainda preserva muros, colunas e sepultamentos antigos Distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro, guarda história submersa pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco Reprodução EPTV Itaci foi fundado às margens do Rio Sapucaí e se desenvolveu em torno do comércio e da fé.
A primeira igreja do povoado marcou o início da devoção ao Bom Jesus dos Aflitos, tradição mantida mesmo após o alagamento quase total do antigo distrito.
Com a formação do reservatório, uma nova povoação foi construída às margens do lago, junto com um novo santuário, que permanece ativo até hoje.
Enquanto o novo distrito se reorganizava, o antigo cemitério ficou isolado.
O acesso passou a ser possível apenas pela água, reforçando o sentimento de distanciamento em relação a um espaço carregado de memória.
Uma das pessoas que mantém ligação direta com o local é a lavradora Sueli Maria Maia Batista, que tem familiares enterr
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