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Fazenda que hospedou Dom Pedro II em Tietê abre para visitas

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Fazenda que hospedou Dom Pedro II abre para visitação em Tietê Reprodução/TV TEM Uma paisagem que encanta, um lugar tranquilo para se conectar com a natureza e uma viagem no tempo.

A histórica Fazenda da Serra, em Tietê (SP), cujo casarão de mais de 1.200 m² foi construído em meados de 1800, está abrindo suas portas para visitação, revelando um capítulo importante da história do Brasil.

No final do Império, em 1879, a fazenda teve a honra de hospedar por cerca de uma semana o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina.

Entusiasta das ciências e da tecnologia, o monarca visitou a região para inaugurar uma ferrovia e, principalmente, para conhecer o manejo e a agricultura de ponta da época, durante o auge do ciclo do café.

O que era parte do imaginário local agora poderá ser visto de perto em eventos pontuais ao longo do ano.

Tesouros da época imperial A fazenda guarda preciosidades que remontam à visita.

O corrimão da escadaria principal foi importado da França em 1876, especialmente para receber o imperador.

O piso de madeira, a porta de entrada e até uma pia na sala são originais da época.

Parte da pintura em estilo afresco foi cuidadosamente restaurada, mantendo viva a atmosfera do passado.

Segundo relatos, Dom Pedro II tinha o costume de plantar uma palmeira imperial em cada local que visitava.

Embora a árvore plantada na fazenda tenha caído com o tempo, seu tronco permanece no local como um vestígio da visita.

De memória de família a atração turística As irmãs Regina Helena Dahas de Carvalho e Roselene Carvalho Santili herdaram a fazenda e, junto com suas filhas, preservam essa memória.

Elas relembram a infância marcada pela presença do imperador no imaginário. “A vida toda brincamos aqui falando: ‘Dom Pedro passou por aqui’”, contam.

Elas mencionam a construção de um “quarto de banho” com água corrente de mina, uma exigência do monarca na época.

Agora, a família decidiu compartilhar essa riqueza com o público.

Melina Santilli, filha de Roselene, está à frente da organização dos eventos. “Era algo que a cidade sempre pedia.

Temos um patrimônio histórico muito importante para mostrar.

Então, resolvemos abrir nossas portas”, explica.

As visitas guiadas incluirão novidades como um café da manhã e a degustação do café produzido na própria fazenda.

Os eventos serão pontuais e divulgados previamente.

A história completa, incluindo a senzala A experiência também oferece um olhar sobre o período da escravidão no Brasil.

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