Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento
Fimose feminina existe e pode ser tratada Pexels Um post nas redes sociais, com milhões de visualizações e centenas de comentários, chamou a atenção de mulheres ao mostrar sinais da chamada fimose feminina.
Apesar do nome, a condição não é exclusiva dos homens: ela também pode ocorrer em mulheres, afetando o clitóris.
Os médicos explicam que ela pode aparecer quando criança e desaparecer ou até evoluir na vida adulta.
Internautas comentam sobre fimose feminina Reprodução Mulheres comentam sobre fimose feminina Reprodução Apesar da repercussão nas redes, a chamada fimose feminina não é uma doença nova.
O termo costuma ser usado para descrever duas situações: a fusão dos pequenos lábios ou a aderência do capuz do clitóris — uma fina camada de pele que recobre a região.
Essas alterações anatômicas podem variar bastante.
Em alguns casos, são discretas e passam despercebidas; em outros, formam uma espécie de “pele aderida” que cobre parcialmente o clitóris e pode afetar a sensibilidade na região. 🔴Ela pode não causar nenhuma disfunção ou impacto na vida adulta ou dificultar o prazer sexual e prejudicar a higiene feminina – nesses casos, precisa de tratamento.
No entanto, os médicos explicam que muitas vezes o clitóris acaba sendo negligenciado e nem sempre mulheres sabem das doenças que podem afetá-lo.
Por que isso acontece?
A forma mais comum aparece na infância.
O quadro é mais frequente entre bebês de três meses a três anos, podendo se estender até por volta dos dez anos.
A principal explicação está nos hormônios: nessa fase da vida, há baixa concentração de estrogênio, o que deixa o tecido vulvar mais fino e vulnerável a irritações.
Com a chegada da puberdade, esse cenário costuma mudar. “Quando os hormônios começam a aumentar, o estrogênio sobe e a genitália externa também se desenvolve.
Como é uma pele muito fina, muitas vezes isso se resolve espontaneamente”, explica a ginecologista Vanessa Cairolli.
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Deon Black/Pexels E na vida adulta?
Na maioria das mulheres, essas alterações desaparecem com o desenvolvimento hormonal.
Mas há casos em que persistem ou surgem depois. 🔴Segundo o ginecologista Marcelo Steiner, aderências nessa região podem aparecer ao longo da vida por diferentes motivos, como lesões locais, doenças dermatológicas ou processos inflamatórios.
Nesses casos, a condição pode formar uma espécie de “capa de pele” sobre o clitóris.
Quando é preciso tr
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