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Três mostras regionais movimentam o Fringe neste fim de semana

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A 34ª edição do Festival de Curitiba, considerado o maior evento de artes cênicas da América Latina, ganha novos contornos neste fim de semana com o protagonismo de três mostras regionais que ampliam o debate contemporâneo dentro da Mostra Fringe.

Vindas do Paraná, Bahia e Minas Gerais, as programações de Africanidades, Baía de Vozes Insurgentes e Insubmissa ocupam diferentes espaços da cidade com propostas que atravessam temas como identidade, negritude, feminismo e resistência.

Com cerca de 300 atrações nesta edição, sendo aproximadamente 130 gratuitas, o Fringe se consolida como um dos pilares do festival ao reunir artistas de todo o país em cerca de 70 espaços de Curitiba e Região Metropolitana.

Além da diversidade de linguagens, que inclui teatro, dança, circo e performance, o evento também se destaca pela criação de mostras temáticas organizadas por coletivos, que trazem recortes curatoriais e aprofundam discussões sociais urgentes.

Narrativas negras e ancestralidade em cena De Londrina (PR), a Mostra Africanidades propõe uma imersão nas referências afro-diaspóricas por meio da dança, da poesia falada e de ações formativas.

Realizada no Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, a programação reúne espetáculos e oficinas que investigam identidade, pertencimento e memória ancestral.

Entre os destaques está o solo “Água Fria”, em que o artista Luís Sandrim mergulha em sua experiência de autoconhecimento racial, e “Aséstral”, espetáculo de dança afro contemporânea que transforma o corpo em território de transmissão de heranças culturais.

A mostra também promove oficinas de escrita poética e dança afro, ampliando o diálogo com o público.

Miniauditório - Glauco de Sá Brito (Rua Amintas de Barros, s/n – Centro). “Oriundina” – espetáculo da Mostra Africanidades mergulha na memória e na ancestralidade para narrar, em movimento, a busca por pertencimento, conectando passado e presente em uma travessia poética entre tempo, corpo e origem.

Divulgação Vozes femininas e enfrentamento ao patriarcado Diretamente de Salvador (BA), a Mostra Baía de Vozes Insurgentes reúne seis solos protagonizados por mulheres artistas que colocam em cena diferentes formas de enfrentamento às estruturas patriarcais.

As apresentações acontecem no Teatro Novelas Curitibanas, acompanhadas de rodas de conversa com o público.

As obras partem de experiências pessoais, narrativas históricas e mitológicas para discutir temas como violência de gênero, controle social e autonomia femi

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