Navio africano que ficou à deriva tinha 9 tripulantes de Gana, um holandês e um albanês
Sem visto, nove tripulantes permanecem em navio africano atracado no Porto de Fortaleza O navio de origem africana, que ficou à deriva no Oceano Atlântico e precisou ser rebocado para o Porto de Fortaleza na última semana, tinha uma tripulação de nove pessoas, das quais 9 são naturais de Gana, na África, um é dos Países Baixos e outro da Albânia, na Europa.
Dos 11 tripulantes, apenas os dois europeus têm visto para circular no Brasil, por isso, eles podem andar na capital cearense.
Já os 9 ganenses não possuem visto e, por esse motivo, só podem transitar por território brasileiro na companhia de uma autoridade. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme apuração da TV Verdes Mares, o tripulante holandês está hospedado em um hotel, com recursos próprios.
Já o tripulante albanês continua no navio, junto dos companheiros africanos. ➡️ O grupo passou 61 dias à deriva no Oceano Atlântico até ser rebocado ao cais cearense pela Marinha do Brasil.
Na última quinta-feira (2), eles receberam atendimento médico na UPA da Praia do Futuro.
O navio é de propriedade de uma empresa da Mauritânia, mas partiu do país vizinho, Senegal, com destino a Guiné-Bissau, onde seriam providenciadas atualizações documentais relacionadas ao novo proprietário do navio.
A viagem deveria durar cerca de 48 horas. À TV Verdes Mares, o capitão do navio, John Wesley Stuart, contou que o navio teve um problema hidráulico após deixar o Porto de Dacar (capital de Senegal) e a tripulação encontrou dificuldades técnicas para se comunicar.
LEIA TAMBÉM: Tripulantes de navio africano que ficou à deriva são levados a UPA, em Fortaleza Tripulantes de navio africano resgatado estavam sem água e com nível de estresse elevado A única forma de contato com o navio era por Very High Frequency (VHF) - ou seja, era possível apenas receber informações de navios próximos.
A embarcação passou mais de 60 dias em alto-mar e, em alguns momentos, conseguiu se comunicar com outros navios que ofereceram algum tipo de ajuda.
Navio africano ficou quase dois meses à deriva.
Divulgação/Marinha do Brasil Quando estavam no meio do Oceano Atlântico, eles conseguiram contatar um navio holandês, que não conseguiu rebocá-los, mas ofereceu ajuda para acionar a Marinha do Brasil para rebocá-los, uma vez que naquele momento a costa brasileira já era mais próxima a qual o navio africano poderia recorrer.
O resgate do navio No dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, da Marinha do Brasil
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