Tema

Mortes ligadas a conflitos agrários em RO segue sem solução após mais de 10 anos

· Português· G1

Mortes ligadas a conflitos agrários em RO segue sem solução após mais de 10 anos Mortes de lideranças, trabalhadores rurais e outras pessoas que denunciavam grilagem de terras e exploração ilegal de madeira em Rondônia continuam sem resposta, mesmo após mais de 10 anos dos crimes.

Os casos são investigados pela Polícia Federal (PF).

Entre os assassinatos levados à esfera federal estão os de Renato Nathan Gonçalves, Gilson Gonçalves, Élcio Machado, Dinhana Nink, Gilberto Tiago Brandão, Isaque Dias Ferreira, Edilene Mateus Porto e Daniel Roberto Stivanin. 📊Rondônia concentra histórico de violência no campo.

Em 2023, foi o estado com mais registros de assassinatos por conflitos de terras, segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT): 16% de todas as mortes que ocorreram no país envolvendo disputas por terras.

Os crimes envolvem homicídios e tentativas de homicídio.

Os casos ocorreram em áreas rurais de municípios como Buritis, Alto Paraíso, Machadinho D’Oeste e Ariquemes.

Em 2023, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a federalização das investigações.

Desde então, as mortes dessas oito pessoas seguem sem desfecho.

Quem são as vítimas?

Renato Nathan Gonçalves Também conhecida como “Professor Renato”, a vítima foi torturada e morta com três tiros à queima-roupa há mais de 11 anos, em abril de 2012.

O crime aconteceu no distrito de Jacinópolis, em Nova Mamoré (RO).

Renato era apoiador da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e lutava contra a criminalização do movimento camponês.

De acordo com informações apresentadas no processo, há suspeita de envolvimento de policiais civis na morte do professor.

Também é possível que o crime tenha ligação com uma chacina que ocorreu em Buritis (RO), quando um policial e um agente penitenciário foram mortos.

Um inquérito civil foi instaurado em 2012 para investigar o caso e até hoje não foi concluído.

Também não há sequer uma pessoa confirmada oficialmente como suspeita de ter cometido o crime.

Gilson Gonçalves e Élcio Machado De acordo com informações do processo, Gilson e Élcio eram agricultores e coordenadores da LCP na região de Buritis (RO).

Eles foram mortos com tiros na nuca em dezembro de 2009.

Os corpos tinham marcas de torturas: unhas e dentes arrancados e orelhas cortadas.

O inquérito aberto para investigar o caso ainda tramita na comarca de Buritis.

A última movimentação é de 2013, quando o delegado-corregedor deu conta de

原文链接: G1