'Inspirado na arte indígena': Ovos de Páscoa em cerâmica marajoara valorizam sabores e cultura da Amazônia
Mestre ceramista Carlos Pantoja é quem produz as cerâmicas dos ovos de Páscoa amazônicos que resgatam a origem já na embalagem.
Arquivo pessoal / Divulgação 🏺🐰 Ovos de Páscoa que unem sabores amazônicos intensos à tradição milenar da cerâmica marajoara feita em Belém estão conquistando o público e críticos nacionais nesta temporada.
A aposta, que nasce no Pará e combina ingredientes da biodiversidade amazônica com o trabalho artesanal de comunidades tradicionais, transformou o produto em um item de desejo que vai muito além do chocolate. 🤔 Ao invés de plásticos, tecidos e caixas convencionais, por que não colocar os ovos de Páscoa “embalados” em cerâmicas que revelam a origem do chocolate?
No centro dessa valorização está o mestre ceramista Carlos Pantoja.
Morador de Icoaraci, distrito de Belém, ele acumula 45 anos de experiência no ofício e faz parte da comunidade tradicional formada por cerca de 200 ceramistas da região.
Mestre Pantoja é o responsável por dar forma às embalagens que se tornaram o diferencial da Mágio — Chocolates da Amazônia.
Agora em São Paulo, a marca é a antiga De Mendes, empresa paraense de biotecnologia de alimentos do engenheiro, pesquisador e chocolatier César De Mendes.
A ideia dos ovos de Páscoa de cerâmica surgiu há quatro anos, a partir de um convite do próprio César, que viabilizou a criação com o setor técnico de cadeia produtiva da empresa.
Assim, o processo criativo é colaborativo, mas a alma das peças vem da ancestralidade. “Meu trabalho é inspirado na arte indígena marajoara antiga, junto com a inovação da cerâmica icoaraciense", explicou o mestre Pantoja. 🏺 Desde 2022, o artesanato cerâmico feito em Icoaraci foi instituído como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém.
Paraense produz chocolate de alto padrão com sementes de cacau nativo Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Nos primeiros anos, a produção era limitada para presentear amigos e familiares de colaboradores da biotech.
Foi somente em 2026 que os ovos na cerâmica começaram a ser comercializados oficialmente na temporada da Páscoa, sem perder o selo de exclusividade. “Há quatro anos começamos a produção dos ovos de cerâmica em poucas quantidades.
Ao longo dos anos, a produção só tem aumentado”, contou Pantoja. 🏺 No ritmo do barro Mestre Carlos Pantoja em Icoaraci.
Arquivo pessoal Enquanto o chocolate é preparado, as peças de cerâmica seguem um cronograma rigoroso que respeita o tempo da natureza e das mãos humanas.
Ou se
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