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Eurípides Ferreira deu bateria de presente para paciente de 3 anos durante tratamento: 'Não era só um médico, se tornou um amigo'

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Eurípides Ferreira: uma vida dedicada a salvar vidas As habilidades do médico Eurípides Ferreira não se limitavam ao conhecimento técnico da medicina, e o cuidado que ele oferecia aos pacientes era carregado de atenção, carinho e humanidade.

Eurípides morreu na sexta-feira (3), aos 86 anos.

Ele liderou a equipe que realizou o primeiro transplante de medula óssea do Brasil e da América Latina, em 1979, em Curitiba. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O médico usou a medicina como ferramenta para mudar e salvar vidas.

Entre elas, a de Robert Ramon, de 16 anos, que conheceu Eurípides aos 3 anos.

Junto com a mãe, Luciana de Jesus, o menino saiu de Amargosa, no interior da Bahia, para fazer um tratamento no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. “O doutor Eurípides, para a gente, foi mais do que um médico.

Ele foi como se fosse um membro da nossa família.

A gente tinha saído do nosso estado, não conhecia ninguém, e ele foi muito acolhedor.

Não era só um médico, ele se tornou um amigo mesmo”, afirma Luciana.

Robert ainda criança no colo do doutor Eurípides Arquivo Pessoal “O doutor Eurípides abriu os braços para a gente”, relembra o amigo e ex-paciente.

Ciente das dificuldades de um tratamento de saúde, em especial para as crianças, o médico tentava aliviar as angústias da situação.

Foi por meio desse olhar que presenteou Robert com uma bateria, quando o menino ainda estava internado no hospital. “O Robert tinha mania de ficar batendo os brinquedos como se fossem uma bateria.

Em uma manhã, o doutor perguntou a ele o que ele estava fazendo.

Robert disse: ‘Tô tocando minha bateria’.

Quando foi à tarde, ele nos surpreendeu com uma bateria.

Toda manhã, quando ele chegava, ia ao quarto para ver: “Robert, toca uma música para mim'.

Aí Robert começava a fazer aquele barulho”, lembra Luciana.

Doutor Eurípides presenteou Robert com uma bateria como forma de aliviar as dificuldades emocionais do tratamento para a criança Arquivo Pessoal A amizade entre a família e o médico se estendeu para além das portas do hospital.

Mesmo com o fim do tratamento e o retorno de Robert para a Bahia, eles nunca perderam o contato. “Ele vai deixar saudade. É sexta-feira da Paixão, dia em que Cristo deu a vida dele por nós.

O doutor Eurípides também partiu nesse dia e ele também se doou.

Ele doou a vida inteira dele pelas pessoas”, reconhece Luciana. ‘Leveza em um lugar de muito peso’ Gabriela Verillo de Medeiros também foi uma das várias pacientes que teve a vida mudada

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