Primeiro porco clonado no Brasil nasce saudável em laboratório da USP
Primeiro porco clonado na USP reprodução/TV Globo Pesquisadores da USP comemoram a primeira clonagem de um porco no Brasil.
Dominar essa técnica é fundamental para, no futuro, produzir órgãos para humanos.
O porquinho chegou saudável, com 2,5 kg, num laboratório em Piracicaba, no interior de São Paulo. “Parabéns, vocês entregaram um clone”, disse o pesquisador.
Esse primeiro porco clonado no Brasil faz parte de uma pesquisa que vai ajudar a salvar 48 mil brasileiros que precisam de transplantes de órgãos.
O projeto é do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da USP.
Xenotransplante é a transferência de órgãos entre espécies diferentes.
E os órgãos dos suínos são muito parecidos com os dos seres humanos.
Experiências começaram na década de 1960, mas foram interrompidas porque os pacientes desenvolviam rejeição aguda.
A ciência avançou.
Os pesquisadores identificaram três genes que causam rejeição e aprenderam a desativá-los.
No laboratório da USP, eles também inserem sete genes humanos nos óvulos para aumentar a compatibilidade dos órgãos.
O laboratório dominou a técnica de modificar as células em 2022.
E, aí, começou uma segunda etapa, ainda mais desafiadora: a clonagem dos porcos.
Dominar o processo de produzir os animais geneticamente modificados em quantidade é importante para, no futuro, ajudar a reduzir o tempo de espera na fila dos transplantes.
Até agora, a clonagem usou porcos normais.
Depois de várias tentativas, a gestação foi até o fim. “Laboratórios em que já têm essa técnica estabelecida, reportam uma eficiência de 1% a 5% apenas.
A gente testou vários protocolos, várias questões técnicas diferentes e, finalmente, nós conseguimos”, disse Ernesto Goulart, pesquisador principal e professor da USP.
O próximo passo é clonar embriões geneticamente modificados para começar os estudos de transplantes em seres humanos. “No futuro breve, espero, os estudos pré-clínicos e clínicos para o fornecimento de órgãos”, comentou Goulart.
O coordenador do centro de pesquisa da USP explica que o sucesso na clonagem do porco foi um grande avanço, mas ainda existem desafios para que o xenotransplante faça parte da rotina da medicina. “Nós não sabemos tudo. É só fazendo os transplantes, estudando muito o que vai ser feito, é que nós vamos descobrir algumas nuances que nós vamos poder melhorar.
E é muito importante que a gente faça isso aqui no nosso país, porque o preço da importação de um órgão desses vai ser impossível.
E n
原文链接: G1
