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Vinhos caros são melhores que vinhos “baratos”?

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Vinhos caros são realmente melhores que vinhos baratos?

A resposta curta é: nem sempre.

A resposta mais longa é: eles podem ser melhores, mas o preço por si só não garante que serão mais gostosos.

O que mostram os estudos Um famoso estudo, realizado em 2012 pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, com mais de 6.000 degustações às cegas (ou seja, sem saber o preço e conteúdo das garrafas) descobriu que vinhos mais caros não foram avaliados necessariamente como mais agradáveis pelos consumidores que não são especialistas.

Na média, a relação entre preço e prazer não era automática: ou seja, os leigos, às vezes, preferiram os vinhos mais baratos.

Porém, entre os especialistas do setor a percepção foi diferente e a tendência foi identificar e apreciar melhor os vinhos mais caros.

Em resumo: para quem não é especialista, pagar mais não significa gostar mais.

Então por que alguns vinhos são caros?

Muitos fatores influenciam no preço final do vinho.

Veja os principais.

Qualidade das uvas: o preço mais elevado geralmente reflete qualidade superior e criteriosa seleção das uvas.

Por exemplo, a colheita pode ser manual, seja para manter intacto os bagos ou pela impossibilidade de realizar a colheita mecânica por causa das características do terreno, como ocorre nas encostas íngremes do Douro, em Portugal.

Produção limitada: os famosos vinhos italianos Barolo e Barbaresco, por exemplo, podem ser produzidos apenas em pequenas porções do Piemonte, com características de terroir bem específicas.

Os vinhos franceses de Chablis são outro exemplo clássico, pois se trata de uma microrregião da Borgonha, que produz pequenas quantidades.

Já em outras áreas vitivinícolas do mundo, a produção é mais massiva.

Pequenas produções, claro, encarecem bastante o produto.

Técnicas de manejo dos vinhedos também podem afetar o preço final.

Alguns produtores, como a enóloga portuguesa Filipa Pato, usam métodos biodinâmicos para o cultivo das uvas e respeitam os ciclos da natureza.

Envelhecimento: se o vinho passa por um período de amadurecimento terá um preço mais elevado, pois o custo para produzi-lo é maior.

Uma barrica de carvalho de 225 litros (tamanho padrão), por exemplo, custa a partir de R$ 5 mil.

Mesmo que o amadurecimento ocorra em tanques de inox ou cubas de concreto significa que o vinho fica na vinícola por mais tempo, tornando-se um capital imobilizado.

Garrafeira dos Sócios, um vinho tinto português muito especial.

Divulgação.

Um vinho tinto com

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