Feminicídio, disputa pelo filho e suspeitos de atrapalhar investigações ligados a PM preso: o que a polícia descobriu sobre a família Aguiar
Delegado dá entrevista exclusiva sobre caso família Aguiar O desaparecimento da família Aguiar completa 70 dias neste sábado (4).
No dia 24 de janeiro, Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, sumiu.
Um dia depois, 25 de janeiro, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, foram vistos pela última vez.
Desde então, o caso segue cercado de mistérios e não se tem informações sobre o paradeiro da família de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O inquérito da Polícia Civil está na fase final e deve ser concluído ainda no mês de abril.
O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana.
O homem está preso desde o dia 10 de fevereiro.
A expectativa da polícia é concluir a investigação e solicitar à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Cristiano será ouvido novamente na semana que vem.
No início da investigação, ele prestou depoimento como testemunha.
Porém, após ser apontado como suspeito, ele permaneceu em silêncio e não deu nenhuma manifestação.
Feminicídio e desavenças na criação do filho Os investigadores veem como remotas as chances de encontrá-los com vida.
O crime é tratado como feminicídio (Silvana) e duplo homicídio (idosos).
Buscas chegaram a ser feitas em Cachoeirinha e em cidades vizinhas, mas os corpos não foram encontrados.
A polícia acredita que a ação do PM teria sido motivada por desavenças com a ex em relação à criação do filho.
O menino passava o final de semana com o pai e estava na casa dele quando a mãe sumiu.
Desde que Cristiano foi preso, ele está sob cuidados da avó paterna.
Duas semanas antes do desaparecimento, Silvana procurou o Conselho Tutelar para relatar que o pai não seguia suas orientações nos cuidados com o filho, que teria restrições alimentares. “A gente tem já na investigação formalizada que a motivação passa pela questão da tensão existente entre o suspeito e a Silvana com relação à educação do filho”, afirma o delegado Anderson Spier.
Uma possível motivação para o crime seria financeira.
De acordo com o delegado, a família Aguiar tinha bens. “Envolvia imóveis, casas de aluguel, apartamentos de aluguel.
E a gente sabe que em caso da morte da Silvana e dos pais dela, todos esses bens, numa sucessão, posteriormente, viriam a se tornar propriedade do neto”, destaca Spier.
Novos investigados No final de março, três pessoas, ligadas ao policial militar, pas
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