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Gelo, rochas e combustível: por que o Polo Sul da Lua é um grande objetivo do programa Artemis

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A maior estrutura de impacto da Lua, a bacia do Polo Sul–Aitken, recebe esse nome por se estender entre a cratera Aitken e o polo sul lunar.

NASA / Goddard Space Flight Center / Arizona State University Quando os astronautas das missões Apollo pisaram na Lua entre 1969 e 1972, todos foram parar em praticamente a mesma vizinhança: uma faixa estreita próxima ao equador lunar, no lado que sempre fica voltado para a Terra.

A escolha fazia sentido na época por causa da boa iluminação, da comunicação mais simples e do terreno relativamente previsível.

Mas isso deixou a maior parte da Lua completamente inexplorada.

E é exatamente para um desses lugares que o programa Artemis, da NASA, quer ir algum dia: o Polo Sul.

Mas o caminho até lá é longo e cauteloso.

A missão Artemis II, em andamento, está levando neste momento quatro astronautas ao redor da Lua e de volta à Terra, a primeira vez que seres humanos chegam à vizinhança do satélite em mais de 50 anos.

E a tripulação não vai pousar.

A Artemis III, prevista para 2027, também não pousará no Polo Sul: servirá como ensaio para testar o acoplamento da cápsula Orion com os módulos de pouso comerciais.

O primeiro pouso humano no Polo Sul está planejado para a Artemis IV, em 2028.

Mas por que todo esse esforço por um lugar tão remoto e inóspito?

Entenda mais abaixo.

Como a Índia se tornou o 4º país do mundo no ‘clube de elite’ das nações que pousaram na Lua Uma geladeira com bilhões de anos de idade O principal atrativo do Polo Sul da Lua são as crateras — não qualquer cratera, mas aquelas cujo interior nunca recebeu luz solar direta, talvez desde que se formaram há bilhões de anos.

Como o eixo de rotação da Lua é quase vertical em relação à sua órbita, o Sol nunca se ergue muito acima do horizonte nas regiões polares.

Assim, o interior das crateras mais profundas fica em sombra permanente, com temperaturas que podem chegar a –175 °C.

Nessas condições extremas, a água trazida por cometas e asteroides ao longo de bilhões de anos não evaporou.

Ficou presa, congelada, misturada ao solo lunar.

Estimativas indicam que algumas dessas regiões permanentemente sombreadas podem ter até 20% de gelo no material superficial.

Missão Artemis II, da Nasa, inaugura novo capítulo da corrida espacial do século XXI No total, essas áreas somam cerca de 40 mil km² e se concentram principalmente no hemisfério sul.

E essa água importa por razões muito práticas.

Astronautas em missões longas precisam de água potável e de ox

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