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Filme sobre Baby do Brasil extrapola a pregação ao enfatizar a transcendência da música pop da 'Janis Joplin latina'

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Imagem do documentário ‘Apocalipse segundo Baby’, de Rafael Saar Reprodução ♫ CRÍTICA DE DOCUMENTÁRIO MUSICAL Título: Apocalipse segundo Baby Direção e roteiro: Rafael Saar Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♪ Filme em cartaz na 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, com cinco sessões programadas entre 12 e 14 de abril nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). ♬ Dois anos após apresentar documentário apático sobre a cantora Maria Alcina, “Sem vergonha” (2024), o cineasta Rafael Saar retoma a boa forma já mostrada em filmes como “Yorimatã” (2014), doc sobre a natureza da dupla Luhli & Lucina.

Em “Apocalipse segundo Baby”, uma das atrações da 31ª edição do É Tudo Verdade, festival de documentários que estará em cartaz de 9 a 19 de abril no Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), Saar volta a direcionar o foco para uma voz feminina da música brasileira, expondo a vida e as verdades de Baby do Brasil, ex-Baby Consuelo, cantora, compositora e instrumentista fluminense nascida Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade em 18 de julho de 1952 em Niterói (RJ).

Nome incontornável da história da música brasileira, por ter sido na década de 1970 a vocalista do grupo Novos Baianos, Baby se tornou figura controvertida desde que se converteu em 1999 ao cristianismo evangélico pentecostal.

Desde então, a artista se autodeclara pastora pop – uma popstora, como ela diz, criando denominação que mistura popstar e pastora – e usa a música para fazer a pregação da fé cristã com conceitos de transcendência espiritual.

Produzido desde 2008, o filme de Rafael Saar tem a questão espiritual como norte, enfatizado já no título “Apocalipse segundo Baby”, mas extrapola a pregação ao mostrar a transcendência da música pop da artista enquanto narra a gênese da cantora pós-tropicalista sob a ótica pessoal da própria Baby do Brasil.

Verdade seja dita: ao costurar material de arquivo com takes feitos para o filme, em roteiro que alterna imagens captadas desde o fim da década de 1960 até os correntes anos 2020, o documentário mostra que a espiritualidade sempre foi recorrente na trajetória de Baby desde a juventude, período em que ela personificava a menina hippie que provoca repulsa em famílias como a de Pepeu Gomes, com quem namorou, casou e teve seis filhos.

Baby do Brasil revisita em 2011, para cenas do filme, a ponte de Salvador (BA) em que dormia na fase em que morou na rua Divulgação A narrativa é bem alinhada e defendida pelo diretor ao longo dos 109 minutos do doc.

Viabi

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