‘O primeiro contato foi um boleto’: empreendedores denunciam envio de cobranças que induzem ao erro
Quando abriu o aplicativo do banco para conferir as movimentações do mês, a costureira Silvana* se deparou com uma cobrança inesperada: um boleto de R$ 495 emitido por uma empresa da qual nunca tinha ouvido falar.
O documento aparecia registrado no sistema de Débito Direto Autorizado (DDA), mecanismo usado pelos bancos para reunir boletos vinculados ao CNPJ ou CPF do cliente — normalmente contas e cobranças regulares de fornecedores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?
Mande para o g1 Por alguns minutos ela chegou a considerar fazer o pagamento. “Na hora, bateu o medo de ficar inadimplente com o CNPJ”, relata.
Sem qualquer contato prévio, proposta comercial ou contratação de serviço, o documento tinha aparência de uma cobrança legítima.
Antes de pagar, porém, Silvana decidiu pesquisar o nome da empresa na internet.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao encontrar relatos semelhantes de outros empresários, ele decidiu não efetuar o pagamento.
A decisão também levou em conta o desinteresse pelo serviço oferecido: uma plataforma que reúne dados cadastrais de CPFs e CNPJs e permite consultar informações usadas em análises de crédito e decisões comerciais, como pendências relacionadas a cheques, protestos, ações cíveis e processos de recuperação judicial.
Situações como essa têm sido relatadas por microempreendedores e donos de pequenos negócios em diferentes regiões do país.
Empresários afirmam receber boletos registrados em seus CNPJs por empresas com as quais nunca mantiveram relação comercial.
Os valores costumam variar e chegam aos aplicativos bancários por meio do DDA — sistema criado justamente para facilitar o controle de pagamentos.
A prática tem gerado milhares de reclamações e levantado questionamentos jurídicos sobre possíveis abusos em estratégias comerciais baseadas no envio de chamados “boletos de proposta”.
Envio de boletos sem solicitação De acordo com relatos de empresários e especialistas ouvidos pelo g1, o mecanismo costuma seguir uma lógica simples: empresas registram boletos em nome de CNPJs mesmo sem qualquer contratação prévia de serviço.
Como o documento passa a aparecer diretamente no sistema bancário, muitos empreendedores interpretam a cobrança como uma obrigação financeira legítima — especialmente quando o boleto surge no aplicativo do banco ao lado de contas e pagamentos recorrentes.
No caso relatado por Silvana, o documento foi emitido pela SEBRACOM Empresarial.
Boleto proposta recebido por micro e pequenos emp
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