Plano de saúde de professores tem atendimentos suspensos no AM por atraso de repasses, diz sindicato
Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), em Manaus Rickardo Marques/G1 AM Servidores da rede estadual de ensino do Amazonas tiveram atendimentos do plano de saúde suspensos nesta quinta-feira (2), segundo denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
A interrupção teria ocorrido por falta de repasses do Governo do Estado à operadora responsável pelo serviço.
De acordo com o sindicato, o débito acumulado chega a cerca de R$ 52 milhões, referentes a aproximadamente oito meses de atraso.
O valor é confirmado em documento enviado pela operadora à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que aponta inadimplência de R$ 52.296.123,06, relativa a faturas vencidas desde 2022.
Ainda conforme o Sinteam, a suspensão afetou diretamente trabalhadores em tratamento contínuo, incluindo pacientes oncológicos e gestantes em acompanhamento pré-natal.
Servidores relataram que foram impedidos de realizar consultas e procedimentos ao chegarem às unidades de atendimento. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 A operadora informou, em notificação encaminhada à Seduc, que a suspensão dos atendimentos eletivos foi adotada após ausência de pagamento e falta de solução para a dívida, mesmo após prazo para regularização.
O documento também cita previsão legal para interrupção do serviço em casos de inadimplência contratual.
O sindicato destacou que o plano de saúde não é um benefício concedido espontaneamente pelo Estado, mas uma conquista da categoria após anos de mobilização.
A presidente do Sinteam, professora Ana Cristina, criticou a situação em nota divulgada pelo sindicato. “Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade”, afirmou.
A entidade cobra a regularização imediata dos repasses, a retomada dos atendimentos e a responsabilização pela interrupção dos serviços.
O sindicato também informou que avalia medidas judiciais e administrativas para garantir a assistência à saúde dos trabalhadores.
Em nota, o Governo do Amazonas, por meio da Seduc, informou que já está em tratativa para normalizar os serviços de atendimento aos servidores.
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