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Plano do governo do DF para salvar o BRB só deve ser concluído no fim de maio, reconhece banco

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Caso Master: BRB não divulga balanço de 2025 no prazo O Banco de Brasília (BRB) reconheceu, em nota divulgada na noite de quinta-feira (2), que as ações do governo do Distrito Federal para recompor o patrimônio do banco só devem ser concluídas no fim de maio – ou seja, daqui a quase dois meses.

A informação consta em uma nota divulgada ao mercado, em redes sociais, para comentar a decisão da agência Moody’s de rebaixar a classificação de risco do banco.

A Moody’s apontou, inclusive, risco de que o BRB passe a dar calote em seus compromissos (entenda abaixo).

No comunicado, o BRB afirmou que a decisão da agência “reflete um momento específico, relacionado ao processo de capitalização em andamento e à atualização das demonstrações financeiras”. “Esse é um cenário transitório e o acionista controlador [governo do DF] já possui medidas estruturadas de capital, com previsão de conclusão até o final de maio”, segue o comunicado.

Desde que a crise do Banco Master explodiu e o BRB se viu em apuros para recuperar os R$ 16,7 bilhões injetados na instituição, o governo do DF preparou um extenso cardápio de medidas para tentar restabelecer as finanças do banco estatal.

As opções incluem: um pedido de empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ainda em estágio inicial de formalização; a emissão de novas ações em bolsa, para captar até R$ 8,8 bilhões no mercado financeiro – uma assembleia foi convocada para o próximo dia 22 para votar a proposta; a composição de um fundo imobiliário com lotes públicos do governo do DF – já autorizada pela Câmara do DF, mas alvo de contestações na Justiça e ainda não concretizada; a venda de ativos do próprio BRB e a securitização de parte desses ativos – ou seja, transformar esses direitos futuros em dinheiro presente, por um valor menor; ações na Justiça para bloquear bens do Banco Master e de seus sócios para ressarcir o BRB em uma eventual condenação judicial – ou em um acordo de delação premiada; um possível pedido de ajuda ao governo federal e a bancos como a Caixa e o Banco do Brasil.

Até esta quinta-feira (2), nenhuma dessas ações tinha sido concluída ou lançada formalmente no mercado.

O BRB nunca divulgou um número exato, mas o mercado estima que o rombo aberto no patrimônio da instituição supera os R$ 8 bilhões.

A decisão da Moody’s “A qualidade de crédito do BRB é muito fraca em relação a outras entidades nacionais e provavelmente está perto de default, sem a concretização de um aporte de ca

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