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Advogada acusada de racismo no Burger King admite crime, faz acordo com MP e pagará R$ 8 mil a funcionário chamado de 'macaco'

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Mulher é presa acusada de racismo contra funcionário de lanchonete em SP A advogada que, em 2024, chegou a ser presa acusada de racismo contra um funcionário de uma lanchonete na Zona Sul de São Paulo firmou, em fevereiro deste ano, um acordo com o Ministério Público (MP) no qual admite o crime.

Fabiani Marques Zouki também se comprometeu a pagar R$ 8.105 a Pablo Ramon da Silva Ferreira, então supervisor do Burger King em Moema, como forma de reparação pelas ofensas racistas.

Segundo a vítima, ela o chamou de “macaco sujo”.

Parte da confusão foi gravada por testemunhas, e as imagens viralizaram nas redes sociais (veja vídeo acima).

Pelo acordo, a advogada terá de cumprir uma série de medidas educativas, como participar de cursos e doar livros com temática antirracista a entidades.

Ela também teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por seis meses, já que, na ocasião, dirigia embriagada — conforme apontou laudo pericial.

O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), firmado com o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) do MP, foi homologado pela Justiça em 13 de fevereiro deste ano.

O instrumento permite evitar que o investigado responda a um processo criminal, desde que cumpra as condições estabelecidas. ‘Macaco sujo’ Funcionário Pablo Ferreira acusa a advogada Fabiani Marques de racismo no Burger King da Zona Sul de São Paulo Reprodução/Redes sociais O caso ocorreu em 25 de julho de 2024, no drive-thru da lanchonete.

Fabiani foi presa em flagrante pela Polícia Militar (PM) por injúria racial e embriaguez ao volante.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que a confusão começou após a motorista reclamar da demora no atendimento.

Durante a discussão, a cliente ofendeu Pablo e depois saiu do carro. “Falou que eu chamei de ‘preto’, de ‘macaco’… viajou na maionese.

E daí, se eu tivesse chamado?

Isso não é justificativa para quebrar meu carro.

Não é”, diz Fabiani, em vídeo gravado por outra testemunha.

No dia seguinte, a Justiça determinou que ela fosse solta. À época, em entrevistas à imprensa, Pablo contou que “já no carro, ela gesticulou novamente e me chamou de ‘macaco’ e ‘macaco sujo’.

Aí, eu me revoltei.

Eu não ia agredi-la, mas foi aí que eu desferi um soco no retrovisor do carro”.

Dias depois, por meio da defesa, Fabiani divulgou nota pedindo desculpas “a quem possa ter sido atingido por qualquer ato ofensivo”.

Cursos antirracistas Advogada é presa acusada de racismo em lanchone

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