A cada 100 motos, 46 são utilizadas para trabalho em Campinas
A cada 100 motos, 46 são cadastradas para uso em trabalho na cidade de Campinas (SP) Reprodução/EPTV Campinas (SP) possui uma frota que já ultrapassou 1 milhão de veículos.
Desse total, 174,1 mil são motos e motonetas, uma tendência que cresce ano a ano, impulsionada pelo avanço dos serviços de motoentrega.
Atualmente, a cada 100 motocicletas em circulação na cidade, 46 são usadas para trabalho.
Dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran‑SP) apontam que 79.546 motocicletas são utilizadas profissionalmente, com o registro de que os condutores exercem atividade remunerada. 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Para boa parte desses trabalhadores, passou a valer nesta sexta-feira (3) o adicional de periculosidade para motociclistas que trabalham com carteira assinada em todo o país.
O benefício prevê um acréscimo de 30% sobre o salário-base para profissionais que utilizam motocicleta no exercício da função, como entregadores e motoboys contratados pelo regime da CLT. ⚠️ A regra, no entanto, não vale para todos os trabalhadores que usam moto.
Ficam de fora, por exemplo, motociclistas que atuam por aplicativos, já que não têm vínculo formal de emprego.
Também não têm direito ao adicional aqueles que utilizam a moto apenas no trajeto entre casa e trabalho ou dentro de áreas privadas, como empresas.
O pagamento está previsto em portaria do Ministério do Trabalho, que considera perigosas as atividades com uso de motocicleta em vias públicas, devido à exposição a riscos no trânsito.
Segundo a norma, caberá a cada empresa elaborar um laudo técnico para comprovar a condição de periculosidade.
O documento deve ser feito por um médico do trabalho ou engenheiro de segurança, que irá avaliar se o funcionário tem direito ao adicional.
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