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ONU vota uso de força em Ormuz; China, Rússia e França se opõem

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Países do Golfo defendem uso da força para reabertura do Estreito de Ormuz O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, disseram diplomatas nesta sexta-feira.

No entanto, China, Rússia e França — que têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.

Segundo o The New York Times, os três países frustraram os esforços dos Estados árabes para obter aval do Conselho para uma ação militar contra o Irã, rejeitando qualquer linguagem que permita o uso da força para reabrir a rota marítima.

Dois diplomatas afirmaram que a reunião dos 15 membros e a votação foram remarcadas para a manhã de sábado, em vez de sexta-feira, que é feriado na ONU.

Os preços do petróleo dispararam desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro, desencadeando um conflito que já dura mais de um mês e praticamente fechou a principal rota de navegação da região.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, ao centro, discursa durante uma cúpula virtual no Ministério das Relações Exteriores e da Commonwealth, em Londres, na quinta-feira, 2 de abril de 2026, com cerca de 35 países para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz.

Leon Neal/Pool via AP Diplomatas disseram que o Bahrein, atual presidente do Conselho, finalizou um projeto de resolução que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial.

O texto prevê a aplicação das medidas por pelo menos seis meses.

Ainda assim, a proposta enfrenta forte resistência.

O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”.

De acordo com fontes diplomáticas, uma versão anterior do texto teve o chamado “procedimento de silêncio” quebrado por China, França e Rússia — sinal claro de oposição.

Esses países também já haviam pressionado para retirar trechos mais duros da proposta.

O impasse ocorre após semanas de negociações a portas fechadas.

Segundo o The New York Times, o ponto central da discórdia é um trecho que autoriza países a usar “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito.

Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos,

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