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TCE aponta falta de controle de estoque, livros sem uso e condições precárias em almoxarifados de escolas da região de Campinas

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Uniformes estocados sem uso e cloro descartado por armazenamento errado: falhas encontradas pelo TCE em almoxarifado escolar de Amparo TCE-SP/Divulgação Uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas do Estado (TCESP) em almoxarifados de escolas da região de Campinas (SP) encontrou uma série de irregularidades na gestão de materiais e uniformes, que vão desde a ausência total de controle de estoque até desperdício de recursos públicos e condições precárias de armazenamento.

De acordo com a vistoria, nos municípios de Valinhos, Vinhedo, Socorro, Mogi Mirim, Hortolândia e Artur Nogueira não há sistemas ou registros que permitam acompanhar a entrada e saída de materiais e, em algumas cidades, como Amparo, há divergências entre o sistema e o estoque físico dos itens escolares (veja por cidade abaixo). 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Outro problema é o desperdício de materiais e o acúmulo de itens obsoletos.

Em Mogi Mirim, foram identificados cerca de 7 mil livros além da necessidade, além de materiais antigos sem uso.

Situação semelhante foi encontrada em Sumaré, onde livros de gestões anteriores não fazem parte do programa pedagógico atual e estão sendo alvo de uma sindicância.

As condições físicas dos almoxarifados também foram alvo dos fiscais.

Em Valinhos, um extintor estava com a validade vencida desde 2024 e o prédio não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Em Socorro, livros foram encontrados armazenados diretamente no chão, em um ambiente com sinais de umidade e paredes deterioradas, também sem AVCB.

A vistoria ocorreu em 23 de março, mas os relatórios foram divulgados na última semana.

De acordo com o TCE, após o balanço, os prefeitos e responsáveis serão notificados para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo.

Caso as falhas persistam, elas poderão ser utilizadas como fundamento para o parecer pela desaprovação das contas municipais.

Por meio de notas, as prefeituras disseram que têm conhecimento dos apontamentos e que estão tomando providências, mas destacaram que não houve prejuízos aos alunos.

Nos casos de Mogi Mirim e de Vinhedo, as administrações afirmaram que vão questionar alguns itens dos relatórios.

Elas alegaram ser precipitado falar em irregularidades.

Já Amparo montou uma comissão para apurar internamente as supostas falhas levantadas pelo TCE.

Leia os posicionamentos de cada município abaixo.

O g1 procurou a Prefeitura de Sumaré, que não se manifestou

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