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Irã diz que guerra continuará até 'rendição e arrependimento permanente do inimigo' em resposta às ameaças de Trump

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rump diz que objetivos no Irã estão quase concluídos O porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã disse nesta quinta-feira (2) que a guerra vai continuar até a ‘rendição e o arrependimento permanente do inimigo’, segundo a mídia local iraniana Tasmin.

A declaração ocorreu após o primeiro pronunciamento oficial de Trump desde o início da guerra na quarta-feira (1).

No discurso, o presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irã, inclusive com ataques a usinas de eletricidade caso o país não houver acordo.

O porta-voz também ameaçou Israel e os EUA com ‘ações mais esmagadoras, amplas e destrutivas’.

Presidente do Irã manda carta para americanos Em um carta endereçada “ao povo norte-americano” antes do pronunciamento de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não “nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos”, disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos.

Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem “se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel” e afirma que Trump está disposto a lutar “até o último soldado americano”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26) Angelina Katsanis/AP Photo A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio.

No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: “O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos”, diz a carta. “O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão”, ela afirma.

A carta afirma que as hostilidades entre Irã e Ocidente começaram em 1953, com o golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, arquitetado pela CIA e pelo MI6, o serviço secreto inglês.

Pezeshkian classificou o episódio como “uma intervenção ilegal dos Estados Unidos” que “interrompeu o processo democrático do Irã, reinstaurou a ditadura e semeou profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA”.

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