Preso que matou colega de cela após homofobia esquarteja comparsa de crime em MG
Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé Silvan Alves/Reprodução A Polícia Civil investiga um novo homicídio registrado na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé.
O autor do crime, que já havia sido indiciado por matar um detento em janeiro deste ano, após sofrer homofobia, confessou ter assassinado o colega de cela, Deylon Moura Santos, de 28 anos, nesta quinta-feira (2).
A vítima, conhecida como ‘DL’, era suspeita de ter auxiliado no assassinato de Douglas Cristóvão.
O nome do autor não foi informado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Conforme o delegado responsável pelo caso, Tayrone Espíndola, a investigação vai apurar o que motivou o desentendimento entre os dois detentos.
Até então, as informações colhidas indicavam que os dois mantinham uma boa convivência. “O que a gente está averiguando agora são as circunstâncias e a própria motivação, considerando que a vítima desta vez era suspeita de ter sido coautora no crime anterior com ele”, afirmou.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e aguarda retorno.
Resquícios de crueldade Ainda segundo o delegado, o crime desta quinta-feira apresentou o mesmo padrão de atuação do homicídio de janeiro, mas com maior gravidade nas agressões.
O corpo de Deylon foi encontrado com diversas mutilações. “Trata-se do mesmo autor de um homicídio praticado pouco mais de um mês atrás, com o mesmo modo operante.
Desta vez, ele utilizou um instrumento de corte artesanal improvisado na cela”, explicou o delegado Tayrone Espíndola.
A perícia acredita que a causa da morte tenha sido asfixia.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que vão apontar se o esquartejamento ocorreu antes ou depois do óbito.
Relembre o crime anterior Corda utilizada no crime, segundo a Polícia Civil Polícia Civil/Divulgação Em janeiro, o envolvido foi indiciado por matar Douglas Cristóvão na mesma unidade.
Na ocasião, ele alegou que cometeu o crime, registrado no dia 12 de janeiro, após sofrer hostilizações relacionadas à orientação sexual, além de ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
A apuração demonstrou que o detento foi agredido, asfixiado com uma corda e esquartejado no interior da cela com uma lâmina de barbear, enquanto os demais presos estavam no pátio, no momento do ‘banho de sol’.
Com este novo registro, o envolvido será novamente indiciado, e a investigação sobre a particip
原文链接: G1
