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Sem fiscalização, ciclovias do Rio têm veículos acima do limite de velocidade; veja flagrante

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Limite de 32 km/h nem sempre é respeitado por ciclistas no Rio O aumento do número de bicicletas elétricas e ciclomotores nas ruas do Rio ajuda na mobilidade de muita gente, mas a falta de regulamentação municipal e fiscalização gera também um cenário de confusão e riscos.

Nesta quinta-feira (2), uma equipe do RJ1 flagrou um ciclomotor a 45 km/h em plena ciclovia na orla de Ipanema, na Zona Sul.

A medição foi feita com um sensor pela especialista em mobilidade urbana Vivi Zampieri.

Segundo o Código de Trânsito, veículos como ciclomotores não deveriam rodar em ciclovias, só nas laterais de ruas com limite de até 40 km/h – o que não corresponde à maior parte das ruas do Rio, onde os limites geralmente variam entre 50 e 90 km/h.

Pelas regras nacionais, definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), bicicletas elétricas de pedal assistido e os chamados autopropelidos precisam seguir limites de velocidade: bicicletas elétricas e autopropelidos podem chegar a uma velocidade máxima de 32 km/h; e ciclomotores devem respeitar o limite de 50 km/h e não podem andar na ciclovia.

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O entregador Tassiano Alves, que também é presidente da Associação de Trabalhadores de Aplicativos do Rio, afirma que a categoria responde por cerca de 60% das entregas na cidade e sente os efeitos da falta de regulamentação.

Esse cenário acontece em meio a um forte crescimento do número de bicicletas elétricas.

Em menos de dez anos, a frota no Brasil saltou de pouco mais de 7 mil para quase 300 mil.

Já a malha cicloviária cresceu pouco e não acompanhou o aumento de usuários.

Hoje, no Rio, apenas 2,5% das vias têm ciclovia ou ciclofaixa.

E, mesmo onde há estrutura, ciclistas relatam problemas, como bueiros e obstáculos nas pistas.

A Prefeitura do Rio prometeu, mas ainda não publicou o decreto que regulamenta o uso desses veículos na cidade, incluindo regras de fiscalização.

Até lá, seguem valendo as normas nacionais.

Mas, para que a convivência funcione, especialistas e usuários são unânimes: é preciso dividir o espaço e garantir segurança para todo mundo.

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