Emanuelle Araújo mergulha na vivência como cantora de música afro-baiana no terceiro álbum solo, 'Corra para o mar'
Emanuelle Araújo lança em 10 de abril o terceiro álbum solo, ‘Corra para o mar’, gravado com produção musical de Alexandre Kassin Mari França / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Corra para o mar Artista: Emanuelle Araújo Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ “Nosso bloco já passou e essa manhã cai bem”, avaliam Emanuelle Araújo e Davi Moraes na levada macia de “Cai bem”, música assentada sobre os tambores afro-baianos que sustentam o terceiro álbum solo da artista, “Corra para o mar”.
Ambientada em um fim de Carnaval, mas sem melancolia, “Cai bem” é a música que encerra com leveza “Corra para o mar”, álbum gravado com produção musical de Alexandre Kassin e programado para ser lançado em 10 de abril, quase dois anos após a edição do primeiro single, apresentado em 28 de junho de 2024 com a gravação da música “Vá na paz do Senhor” (Leonardo Reis e Deco Simões).
Lançar em abril um álbum calcado na música de festa da Bahia – trilha sonora de espírito folião, criada com alta carga de ancestralidade afro-brasileira – é como promover um Carnaval fora de época.
SQN. “Tu já viu um dia triste no baiano? / Tem não, tem não, Carnaval é todo dia / Não é uma semana no ano”, sentenciam Emanuelle e Tatau em versos de “Não fique triste” (2025), música de Emanuelle Araújo, Tatau e Xixinho assentada sobre o baticum característico do samba-reggae.
A faixa foi antecipada em 30 de janeiro do ano passado, como terceiro single do álbum, com o título de “Tem não”.
Emanuelle Araújo sabe o que canta.
Cantora e compositora nascida em Salvador (BA) em julho de 1976, a artista entrou em cena em 1989 como apresentadora de TV e atriz de teatro.
A projeção como cantora veio uma década depois, em 1999, com a escolha da Emanuelle para substituir Ivete Sangalo no posto de vocalista da Banda Eva, na qual permaneceu até 2002.
O álbum “Corra para o mar” reaviva essa fase da carreira da artista, dando legitimidade à regravação de “Minha história” (Alfredo de Souza Cerqueira Filho, o Xexéu, e Luizinho SP), composição apresentada há 30 anos pela banda baiana Timbalada no álbum “Mineral” (1996), lançado no período áureo do som rotulado como axé music.
O revival de “Minha história” entrou em rotação em novembro de 2024 como segundo single do álbum preparado há três anos por Emanuelle.
A rigor, por conta de tantos singles, o álbum “Corra para o mar” chega ao mercado já com baixo teor de novidade, pois somente cinco das dez faixas permaneciam inéditas.
Lançada em 6 de fevereiro como aposta de Emanuelle Ar
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