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Governo pagou menos de 1% das emendas que precisa quitar até junho pelo calendário aprovado na Lei do Orçamento

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou, até o fim de março, menos de 1% das emendas que precisam obrigatoriamente ser pagas no primeiro semestre de 2026, segundo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 🔎 A LDO é a proposta que estabelece as regras para elaboração do Orçamento do ano.

Cabe à LDO definir, por exemplo, o nível de equilíbrio entre receitas e despesas federais.

O calendário aprovado na LDO prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde e de assistência social e para as transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade. 💸Ao todo, o Congresso aprovou um total de R$ 49,9 bilhões em emendas para o exercício de 2026.

Veja como ficou a divisão: Nesse cenário, a previsão é que o governo tenha que pagar R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre.

Sendo R$ 13,3 bilhões em emendas individuais e outros R$ 4 bilhões para emendas de bancada.

Mas, até o momento, o Executivo pagou apenas R$ 102,3 milhões dessas emendas, 0,6% do total exigido, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Os valores correspondem a emendas individuais de deputados e senadores, que foram exclusivamente para ações relacionadas ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Essas emendas têm execução obrigatória, ou seja, o governo não pode deixar de pagar, mas o fluxo de pagamento varia de acordo com a liberação do Executivo.

Desse total, o governo pagou: R$ 74,7 milhões em emendas de deputados; e R$ 27,7 milhões em recursos de senadores; Ao todo, foram 160 emendas beneficiadas.

Cenário por partido Na divisão partidária, o PL, que é o maior partido em número de parlamentares no Congresso, foi o que mais recebeu recursos com R$ 16,9 milhões, seguido de Republicanos e PSD, com R$ 16,6 milhões.

Completando a lista dos cinco partidos que mais receberam recursos estão o PT, legenda do presidente Lula, e o União Brasil, partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com R$ 7,2 milhões e R$ 7,4 milhões, respectivamente.

Dino manda Carlos Viana e Senado explicarem envio de R$ 3,6 milhões via ’emendas PIX’ para fundação da Lagoinha Governo empenhou 2% das emendas obrigatórias Além dos valores de emendas obrigatórias que foram executadas, o governo também pagou outros R$ 2 milhões emendas de bancada e individual para outras ações não relacionadas a saúde e assistência socia

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