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Tripulantes de navio africano que ficou à deriva são levados a UPA, em Fortaleza

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Marinha resgata navio africano que estava à deriva há dois meses A tripulação do navio africano, rebocado ao Porto de Fortaleza, foi atendida na UPA da Praia do Futuro nesta quinta-feira (2).

O grupo passou quase dois meses à deriva no Oceano Atlântico até ser rebocado ao cais cearense pela Marinha do Brasil.

Dos 11 resgatados, 6 receberam atendimento na unidade de saúde pela manhã, enquanto as outras 5 iriam passar por atendimento de tarde.

De acordo com a Polícia Federal, os tripulantes foram resgatados com condições mínimas de higiene, restrições no acesso à água potável, elevado nível de estresse psicológico e falta de comunicação com familiares. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme apuração da TV Verdes, 9 dos 11 tripulantes são de Gana, país na costa ocidental da África.

Os outros dois são da Europa, um dos Países Baixos e um da Albânia.

Os resgatadas permanecem alojados no navio que estavam.

De acordo com informações levantadas, a embarcação partiu do Senegal com destino a Guiné-Bissau, um paísa mesma região, onde seriam providenciadas atualizações documentais relacionadas ao novo armador.

Por conta de problema hidráulico na embarcação, a comunicação com o comandante ficou inviável.

Já não era possível a comunicação satelital e via rádio High Frequency (HF - comunicação de maior alcance e independente de satélite).

A única forma de contato com o navio era por Very High Frequency (VHF), ou seja, sendo possível apenas receber informações de navios próximos.

Navio africano ficou quase dois meses à deriva Divulgação/Marinha do Brasil Até o momento, nenhum responsável legal pela embarcação se apresentou.

A Polícia Federal atua na verificação da situação migratória dos tripulantes, bem como na adoção das medidas administrativas cabíveis, em articulação com a Marinha do Brasil e demais órgãos competentes, observando os preceitos humanitários e a legislação vigente.

O resgate No dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari foi enviado para interceptar o navio africano, a fim de estabelecer comunicações, avaliar o estado da tripulação e, caso necessário, prestar apoio com suprimentos.

Ao mesmo tempo, o navio Corveta Caboclo saiu de Salvador (BA) e chegou em Fortaleza (CE) para também seguir em direção ao navio africano.

Alguns dias depois, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo desatracou do porto de Natal (RN), resgatou o navio estrageiro e o levou para o Porto de Fortaleza.

O navio chegou na capital cearen

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