Enfermeira foi demitida após denunciar assédio de médico em hospital no PI, diz advogada
HEDA - Parnaíba Ascom Sesapi A enfermeira que denunciou assédio moral e sexual contra um médico no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, afirmou que foi demitida poucos dias após procurar a polícia.
A informação foi confirmada pela advogada da profissional, Hellen Daniele, em entrevista à TV Clube.
Segundo a defesa, a enfermeira comunicou o caso à direção do hospital e registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher após o episódio ocorrido durante um plantão entre os dias 27 e 28 de março.
Dias depois, ela foi chamada ao setor de Recursos Humanos e informada de que seria desligada da unidade.
O g1 procurou a defesa do médico, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com a advogada, a justificativa apresentada foi o encerramento do contrato, apesar de a profissional já estar incluída em escalas futuras e ter vínculo por prazo indeterminado.
A defesa questiona a coincidência entre a denúncia e a demissão.
Em novo relato ao g1, a advogada afirmou que a enfermeira foi chamada no dia 31 de março, após já ter prestado depoimento na Delegacia da Mulher, e que a demissão já estava pronta quando ela chegou ao hospital. “Quando chamaram ela à tarde, já foi com a demissão pronta.
Ela achava que era para conversar sobre o caso, mas já estava tudo definido”, disse.
A advogada também contestou a justificativa apresentada pela unidade e afirmou que havia necessidade de profissionais no setor.
Segundo ela, a enfermeira já estava com a escala de plantões definida e não havia substituto previsto para a função. “Ela já estava com a escala pronta, não tinha ninguém para substituir e disseram que não precisavam mais.
Que coincidência é essa?”, questionou.
Ainda conforme o relato da defesa, após questionamentos feitos por um advogado que acompanhou a enfermeira, o hospital voltou atrás na decisão.
Horas depois, a unidade entrou em contato e reverteu o desligamento, recontratando a profissional.
A defesa também reiterou que já iniciou medidas na esfera criminal e que deve ingressar com ação trabalhista para garantir a proteção da enfermeira.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Em nota, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde informou que a denúncia foi encaminhada ao Comitê de Ética e que a apuração ocorre sob sigilo. Íntegra da nota do hospital O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) recebeu a denúncia envolvendo suposto caso de assédio moral e sexual no âmbi
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