De grupos de bairro a montagens com bonecos, encenações da Paixão de Cristo mobilizam comunidades e artistas de PE
Encenações da Paixão de Cristo se espalham por Pernambuco Inspirada na tradicional história sobre a morte e ressurreição de Jesus, a tradicional encenação da Paixão de Cristo tem montagens diversas e criativas em diferentes regiões do estado.
Seja em pequenos grupos de voluntários ou em versões com artistas e bonecos, a tradição permanece viva e se renova a cada Semana Santa (veja vídeo acima).
Em Nova Jerusalém, no distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco, é encenada a mais famosa de todas, no maior teatro ao ar livre do mundo.
O espetáculo acontece de forma itinerante e imersiva.
Realizado numa cidade-teatro cercada por muralhas e com nove cenários monumentais, a apresentação dura cerca de três horas, com cenas que variam entre 15 e 20 minutos em cada cenário.
No bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, moradores realizam há 24 anos um espetáculo comunitário que reúne crianças, adultos e idosos.
A montagem é feita com esforço coletivo e participação voluntária dos integrantes. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp “É todo mundo voluntário, é alguns atores fazendo o seu figurino, é a produção toda na raça, toda na luta", afirmou o diretor artístico Gerson Alves.
Na encenação, a aposentada Marly Câmara e o técnico de meio ambiente George Acciolly, mãe e filho na vida real, interpretam Maria e Jesus.
A relação familiar intensifica a emoção das cenas, especialmente nos momentos que retratam a dor da perda. “Quantas mães estão aí perdendo os filhos pra violência, né?
Meu Deus do céu.
Não é fácil interpretar com ele, é uma explosão de emoções”, disse Marly.
A parceria entre os dois já dura 13 anos.
Para George, a presença da mãe no elenco contribui para a autenticidade da história. “Eu sentia que trazendo a minha mãe a gente ia trazer veracidade ao espetáculo.
Então, o ponto de nossa encenação é a verdade de eu e mainha.
A gente faz uma dupla bem consistente, na verdade, porque o sentimento sempre aflora”, afirmou.
Outra montagem, desta vez com atores profissionais, propõe uma releitura da história bíblica ao incorporar um personagem histórico brasileiro: Antônio Conselheiro, líder da Guerra de Canudos, no interior da Bahia, no século 19.
A ideia é ampliar o debate e conectar diferentes contextos sociais. “A gente fala de injustiça, a gente fala da luta contra os diversos tipos de preconceito, a luta contra a fome, a discriminação.
Tratando isso na linha do tempo, a gente vê que são causas reedi
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