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Gestão da maternidade onde jovem deu à luz na recepção é exonerada, diz Secretaria de Saúde do Amazonas

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Jovem dá à luz na recepção da Maternidade de Manaus A gestão da maternidade Dona Nazira Daou, em Manaus, onde uma jovem de 18 anos deu à luz na recepção enquanto aguardava atendimento, foi exonerada após o caso, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) na noite de quarta-feira (1º).

Um vídeo feito por familiares de Ana Clara, de 18 anos, mostra o momento do nascimento do bebê, no dia 27 de março.

Nas imagens ela aparenta estar sentindo fortes dores e se apoiando nas cadeiras da maternidade.

Pouco depois, Ana Clara aparece parindo o filho em uma cadeira de rodas, diante de todos que aguardavam atendimento.

Assista acima.

De acordo com a Secretária de Saúde, a exoneração ocorreu após a apuração da denúncia de falha no atendimento.

A SES, no entanto, não informou quantas pessoas integram a gestão exonerada, nem os cargos afetados.

O ato deve ser formalizado na próxima publicação do Diário Oficial do Estado (DOE). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O órgão alegou que não tolera violência obstétrica e que trabalha contra esse tipo de conduta, além de prezar por um atendimento digno e humanizado dentro das maternidades estaduais. “A SES-AM ressalta que o atendimento realizado no caso em questão não corresponde ao padrão estabelecido e que deve ser seguido pelas unidades da rede estadual de saúde”, justificou em nota.

Família reclama de negligência Ao g1, a cunhada da paciente, Priscila Gomes, relatou que a unidade de saúde foi negligente no atendimento.

Segundo a família, Ana Clara chegou ao hospital por volta das 21h30 da sexta-feira (27) sentindo fortes dores e já apresentando sinais de perda de líquido. “Minha mãe informou na recepção que ela estava prestes a dar à luz.

Mesmo assim, deixaram Ana Clara em pé, sem colocá-la em uma maca, embora houvesse uma disponível”, disse a cunhada.

Pouco depois, a jovem avisou que a cabeça do bebê estava saindo.

De acordo com Priscila, um funcionário trouxe uma cadeira de rodas e sentou a jovem, mas antes que ela fosse levada ao pré-parto, o bebê nasceu ali mesmo, na recepção, diante de todos que aguardavam atendimento. “Para mim houve negligência: se o bebê tivesse caído, poderia ter acontecido uma tragédia”, relatou a familiar.

Após o parto, Ana Clara foi encaminhada para uma maca sem lençol, em um quarto sem ar-condicionado. “Só depois que minha mãe cobrou, providenciaram um lençol.

Mais tarde, ela foi transferida para uma poltrona pequena, pois outras mulheres estavam p

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