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Avenida Liberdade, na Grande Belém, é entregue em meio a controvérsias ambientais e disputas judiciais

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COP30 - Avenida Liberdade avança sobre área de floresta em Belém A avenida Liberdade, em Belém, foi entregue e inaugurada nesta quinta-feira (2), sob a promessa de revolucionar a mobilidade na Região Metropolitana de Belém e um cenário de intensas polêmicas ambientais e ações judiciais.

Com 14 quilômetros de extensão, a Avenida Liberdade foi projetada para conectar a Alça Viária à avenida Perimetral, integrando três municípios (Marituba, Ananindeua e Belém) e criando uma nova alternativa de acesso à capital.

A obra, que tinha como data de entrega inicial outubro de 2025, antes da Conferência das Partes (COP 30), foi entregue sob a promessa de ser solução para os problemas históricos de mobilidade urbana na capital paraense inclui também três quilômetros de duplicação da Alça Viária.

A Alça Viária é um complexo rodoviário de cerca de 74 km que conecta a Região Metropolitana de Belém ao interior do Pará e ao Porto de Vila do Conde) entre a BR-316 e a entrada da nova via.

Avenida Liberdade durante obras.

Edivaldo Sodré / Agência Pará Segundo o governo do Pará, a avenida Liberdade é a primeira via expressa sem interrupções da Amazônia, visando beneficiar mais de dois milhões de pessoas.

A expectativa é de maior fluidez no trânsito, redução do tempo de deslocamento e o desafogamento de vias na Grande Belém.

Além disso, o corredor também pode facilitar o acesso ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, impactando a ligação com as regiões sul e sudeste do estado.

Em termos de medidas ambientais, o projeto prevê a implantação de 34 passagens de fauna – sendo 22 aéreas e 12 subterrâneas – além da preservação de áreas naturais, quatro viadutos e duas pontes, buscando ampliar a segurança e a capacidade de tráfego.

Críticas, impactos e ações judiciais Apesar das promessas de progresso, a construção da Avenida Liberdade é alvo de fortes críticas de moradores e ambientalistas, que denunciam severos danos socioambientais.

Famílias ribeirinhas que dependem da pesca e do extrativismo relatam a destruição de meios de subsistência. “Quando eles começaram a passar a máquina, eu chorei de tanta dor, tanta tristeza, que eu via eles derrubando, sem pena o açaí, porque aqui é o nosso ganha pão”, desabafou Ana Alice dos Santos, agroextrativista.

O pescador Ivanildo da Silva acrescentou: “O peixe sumiu.

O camarão, a gente pega bem pouquinho.

A água está poluída”, se referiu ao rio da região, que, segundo ele, recebeu rejeitos e sofreu assoreamento.

A obra, que suprimiu

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