Corpo da artista plástica mineira Teresinha Soares é cremado na Grande BH
Morre a artista plástica Teresinha Soares aos 99 anos O corpo da artista plástica Teresinha Soares foi cremado na tarde desta quinta-feira (2) no Cemitério Parque Renascer, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A cremação ocorreu logo após o velório dela, no Centro de Belo Horizonte.
Teresinha morreu na madrugada da última terça-feira (31), aos 99 anos.
Ela estava internada no Hospital Felício Rocho, na capital mineira, onde ficou após fraturar o fêmur. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Nascida em Araxá, no Triângulo Mineiro, Teresinha Soares é um dos principais nomes da arte contemporânea no Brasil e na América Lartina.
Ela ficou conhecida por seu pioneirismo com obras de cunho erótico, psicodélico e de crítica social.
Seus trabalhos foram expostos em alguns dos principais museus do país e do mundo.
Teresinha iniciou os estudos na Universidade Mineira das Artes, em Belo Horizonte, em 1965.
No ano seguinte, foi para o Rio de Janeiro estudar gravura em oficinas independentes organizadas pelo Museu de Arte Moderna (MAM).
A artista começou a ganhar fama no mundo das artes nos anos 1960 e 1970.
Além de artista plástica, Teresinha foi escritora, vereadora, funcionária pública e professora.
Ela produziu pinturas, esculturas e realizou performances. ‘Uma das vozes mais potentes da arte brasileira’ Exposição ‘Quem tem medo de Teresinha Soares?’, no MASP, em 2017 MASP/ Divulgação Em nota, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) se despediu da artista e afirmou que ela foi “uma das vozes mais potentes da arte brasileira e do feminismo” “Entre referências ao pop, a sociedade do consumo e a política, Teresinha deixou um trabalho que atravessa o corpo, o desejo e os costumes.
A artista foi uma das primeiras no Brasil a tratar de temas de gênero e a defender os direitos e a liberdade sexual da mulher.” Em 2017, o MASP apresentou a exposição “Quem tem medo de Teresinha Soares?”, a primeira mostra panorâmica da artista em um museu, reafirmando a importância de sua trajetória e a atualidade de seus trabalhos.
Entre os destaques, estava a obra “Morra usando as legítimas alpargatas” (1968), que Teresinha Soares doou ao acervo MASP.
Na obra, a artista faz uma crítica irônica à Guerra do Vietnã (1955-1975), misturando imagens de violência com elementos de sexualidade e da cultura de massa.
Corpos nus entrelaçados aparecem dentro de um aparelho de televisão, chamando atenção para o papel dos meios de comunicação na propagação da g
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